Tempos bicudos...

Bom, nessa última semana sem blog, depois que o servidor MySQL caiu totalmente (como diz meu sócio, pedreiro -- e eu completo: servidor gratuito na web -- não se elogia antes de 2 anos depois de finalizada a obra), o mundo resolveu conspirar contra mim...

Meu pai na UTI, bateram no meu carro (que, já vendido, estava para ser entregue), o próprio servidor do blog (inclusive com perda irreparável de dados), a infiltração no chão da cozinha... Bom, aquelas coisas todas que acontecem juntas só prá aumentar a emoção da vida...

Tudo bem, sou otimista... Fosse supersticioso, acharia que está mesmo na hora de usar folha de arruda, figa, pé de coelho... E de mais a mais, podia ser pior, como diriam os narradores da história do Joseph Climber :))

É, bom... a vida continua... E assim que eu arrumar a bagunça por aqui (ao menos o que estiver ao meu alcance), o blog também continua :-)

Novamente, o servidor estatelou-se...

O 275mb.com, até alguns meses atrás, era um hospedeiro php/mysql gratuito até bem mediano. A maioria, senão todos, assim o são... Gratuitos, fazer o quê... Mas agora o 257mb começou a me deixar na mão feio. E olha que nem tão gratuito assim ele é. A gente paga na forma de publicidade Adsense obrigatória. É tão obrigatória que é automática, inclusive, nem mesmo precisando da inclusão de algum código.

Mas já faz uns dias migrei todo o banco de dados para outro servidor, ainda gratuito, o Freemysql. Eles são especializados em hospedar bancos de dados, embora tenha também a hospedagem web. Aliás, muito bom o serviço, mesmo gratuito; livre de propagandas, vive à base de doações. Se puder, farei e breve uma doação ( O Adsense precisa ajudar também ;-) ). O "uptime", ou tempo "no ar", deles é de praticamente 100%.

A mudança aconteceu depois que o mysql do 275mb ficou fora do ar por dois dias inteiros. Na época, acabei procurando outra solução total com php/mysql. Achei o 110mb. Os demais hosts gratuitos que tentei não ganharam minha confiança. Mas na migração descobri que teria dificuldades com o mysql fraquinho do 110mb. Então encontrei o Freemysql. E achei a solução interessante, pois que permite não perder tudo, numa tacada só, se um dos sistemas cai.

Agora todo o PHP está no 110mb. O 275mb está há dois dias fora do ar, completamente. Perdi algumas imagens lá que eu não tinha backup. Espero que volte ao funcionar algum dia para que eu possa recuperá-las :-(

Claro, o ideal seria um servidor próprio, contratado. Há mesmo alguns bons e bem baratinhos. É provável até que eu consiga um na faixa, a custo zero, com ajuda dos amigos. Mas só vou recorrer a isso caso a situação realmente me deixe sem opção. É parte da minha proposta com o blog mostrar que há vida na web além da hospedagem free. Aliás, bem que o Google Apps For Your Domain poderia criar uma hospedagem PHP, não? O atual serviço deles (que uso para e-mail, desde a versão beta) é ótimo, mas só aceita html. ;-)

Concluindo, peço a gentileza aos milhares ( ops :-) ) de leitores amigos, que redirecionem seus favoritos para a url fantasia http://jeffnotas.says.it , que a correria de mudança provavelmente ainda não acabou. Esse foi só mais um capítulo 88| Se o 275mb permitir, assim que voltar ao ar, coloco lá um script que redirecione corretamente cada acesso, para cada entrada do blog...

Atualizado: aparentemente, o 275mb voltou a operar. Mas a mudança de servidor PHP é definitiva. No fórum deles, a interrupção do serviço (ou ao menos as dificuldades de conexão), sequer é comentada.

Um exemplo de prolixidade de imagem...

Alguém até pode dizer que, em se tratando de riscos, quanto mais aviso melhor. Mas não acho que seja o caso. Para mim é daqueles exemplos de dinheiro mal empregado, pesquisa desperdiçada e falta de criatividade do "sobrinho do amigo do responsável" pela contratação da empresa que entregou o trabalho... O que resulta num caso de "prolixidade de imagem" ou, pior, "prolixidade iconográfica"... E olha que nunca achei que um dia encontraria um caso típico, ainda mais, produzido pela própria ONU.

Segundo a nota, foram necessários 5 anos de pesquisas em 11 países para "garantir que sua mensagem de 'perigo e fique longe' fosse clara e entendida por todos". E 1650 pessoas depois, o resultado, significando "perigo, radiação" foi isso:

Novo símbolo de radiação da ONU

Convenhamos. A justificativa é de que o trevo de radiação não era bem compreendido pelo público em geral, mas ele continua lá. O símbolo universal de perigo, a caveira, eu ate entendo, mas o sujeito correndo depois dela, ou de consumado o fato, é ridículo... Ah, sim, e tem os "raios", ô raios! E eis que algum escritório internacional faturou um contrato nas alturas para entregar um símbolo tão tosco...

Será que os caras que desenharam isso têm alguma noção de uso real desse tipo de simbologia? De quão imediata tem que ser passada a mensagem; de quanto espaço têm-se disponível para transmiti-la; de que tipo de estruturas receberão sua aplicação?

Esse é um dilema típico de contrato de criação de logotipo e identidade visual. Geralmente o cliente quer o mundo no logotipo. E às vezes isso não é uma metáfora... O mundo mesmo. Um globo terrestre com oceanos, todos os continentes e nuvens, e mais um nome enorme do tipo "International Prolixa Co.", numa peça que deve ter um centímetro quadrado para ser impressa num cartão de visitas. Em duas cores, no máximo...

Mostrei ao meu sócio na Nova Onda o logotipo assim que vi, pois sabia que ia causar-lhe náuseas... pelo mau gosto, claro, não as relacionadas aos riscos pretensamente alertados... "Será que nunca perceberam que o trevo já era meia caveira?", ele comentou. E desenhou:

Símbolo de radiação do Vart

Bom, eu realmente não gostei do outro símbolo. Mas só depois de pronto entendi o que meu sócio quis dizer com a "meia caveira" :))

O pai do Linux?

Segmentar editorias nos grandes veículos é uma necessidade. E os leitores se acostumam à informação segmentada, esperando matérias especializadas, escritas por jornalistas que entendam do assunto. Mas vez por outra (e não raro!) o sistema fura, e aí acontecem coisas assim: a "Informática" da Folha On-Line chama o Richard Stallman de Pai do Linux.

Tudo bem que já houve alguma polêmica na rede por causa de um estudo muito do picareta que tentou tirar do Linuz a paternidade do Linux (aliás, os nomes não são coincidência). Mas que a editoria da Folha On-Line podia ter sido mais criteriosa ao reproduzir o texto, ah podia. Me fez lembrar o tempo em que chamavam Palm de "agendinha" |-|

Atualização: mais gente deve ter reclamado, porque o texto foi corrigido como se nada tivesse acontecido :-/

Mas fica aqui o registro, que ainda consegui no agregador:

paidolinux

Leia seus livros no celular com o ReadManiac (j2me)

Nos tornamos cada vez mais dependentes do celular. Aliás, é difícil imaginar a vida moderna sem duas "facilidades" em particular: internet e celular. Aliás, acho que não foi à toa que rapidamente as operadoras e fabricantes trataram de juntar as duas coisas...

Mas além do acesso à rede, os celulares também ganharam novas funcionalidades. Câmera, filmadora, mp3, joguinhos... Isso sem falar nos smartphones, categoria à parte neste mercado, e provavelmente o futuro do mundo móvel...

Enquanto esse futuro não está acessível ($$$) prá todo mundo, seu telefone com java (j2me, nos formatos midp 1.0 e midp2.0) pode ganhar funções que são relativamente mais comuns num PDA ou smartphone... Não, nada de aplicativos PIM (agenda, contatos e notas), ou e-mail e wap. Esses são bem comuns até. Muitos já vem pré-instalados nos aparelhos mais novos.

Mas que tal transformar o celular num leitor de e-books? Aliás, num leitor de qualquer coisa convertida em TXT, e mesmo baixada da net diretamente pelo celular? Quem faz isso com maestria é o midlet (programinha em java) freewareReadManiac. A última versão, além de abrir arquivos de texto simples, oferece suporte a .zip e documentos palmdoc (para Palm), nas extensões .prc e .pdb, e .tcr, formato usado nos handhelds "Psion". Ele se encarrega da hifenização, dos recursos para facilitar a leitura, como rolagem automática da tela, bookmarks, permite diferentes tamanhos de fontes (permite até mesmo a instalação de fontes personalizadas).

ReadManiac: lendo e-boks no celular

Há duas formas diferentes de usar o programa. Você pode produzir os arquivos .jar "sob demanda", contendo uma versão reduzida do programa e do livro juntos. Nunca usei essa modalidade, mas ela pode ser útil em algumas circunstâncias. Por exemplo, se o celular não aceita arquivos em outras extensões, ou se não permitir ao ReadManiac navegar no "sistema de arquivos" para abrir diretamente um arquivo gravado na memória). Pesquisando prá escrever esse post, descobri que o Xandrix Blog publicou esse completo tutorial dessa modalidade. A desvantagem é que você precisa de um computador rodando Windows para instalar e rodar o programa de instalação e geração dos e-books, isso para cada novo e-book.

O mesmo programa para Windows permite também a compilação "standalone" do ReadManiac, adaptada conforme o modelo do celular. Essa aqui que o programinha mostra todo seu potencial. A vantagem da modalidade "standalone" é que, desde que ela tenha acesso ao sistema de arquivos do telefone (cada funcionalidade tem uma sigla no mundo dos celulares com java. No caso do acesso ao "sistema de arquivos", esta é chamada especificação JSR-75), é possível abrir virtualmente qualquer arquivo de texto.

Sem o programa de instalação, a opção mais prática para instalar o ReadManiac é usar próprio celular (ou um navegador wap no PC). Basta fazer o download de uma das versões já "compiladas", disponíveis no endereço http://wap.readmaniac.com/en/. O programa é pequeno, mas há muitas versões diferentes (dependendo do celular, da especificação java - midp 1 ou midp2 - e da língua escolhida (se for usar livros em português, opte por "English Western Europe", que costuma ser mais compatível com os caracteres acentuados).

Com o ReadManiac instalado via wap ou diretamente do PC por cabo ou bluetooth, é só adicionar e-books, da mesma forma. Em geral, a maioria daqueles seus arquivos em PDF, .doc (Office), .odt (OpenOficce) pode ser convertida para txt... As imagens serão perdidas, mas que tal abrir mão delas para ter seu livro no bolso, para sacar em qualquer lugar??? Aproveite para colocar a maior fonte mundial de e-books livres nos favoritos, o Projeto Gutemberg. Dependendo dos recursos de seu celular, o próprio ReadManiac será capaz de procurar lá diretamente, via Internet ;-)

Atualizando: há uma grande comunidade no Orkut sobre o tema. Um bom lugar para trocar figurinhas... Digo, livros :-)