Tecnologia

Novidades no front da propaganda política, redes sociais e ficha limpa

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Fotomontagem: Dilma, Marina e Aécio

Uma disputa de incertezas

A morte do candidato à presidência Eduardo Campos (PSB), adicionou o elemento tragédia a uma disputa eleitoral por si só repleta de incertezas e pontos cegos. No cenário nacional, um caldo peculiar de manifestações de ódio e extremismos, sobretudo externados nas redes sociais, permeava desde o início a polarização entre as chapas do PSDB e do PT. No eixo Sul-Sudeste, escorada numa espécie de classe média raivosa — auto intitulada “apolítica” ou “apartidária” — desde as manifestações de rua de junho de 2013, a situação chegou mesmo a causar uma forte tendência de queda nas posições da candidata petista à reeleição, Dilma Rousseff.

 

A mesma propagação em redes sociais causou algum estrago no desempenho do candidato tucano Aécio Neves, depois da vinculação de seu nome à construção de um aeroporto público numa propriedade de sua família em Minas Gerais.
E se por um lado as posições antagônicas dentro de sua própria chapa podem representar um empecilho ao incremento da simpatia à candidata Marina Silva (PSB) junto aos financiadores de campanha e boa parte do eleitorado antenado com as questões da política (sobretudo as que envolvem a economia), parte dessa massa tecnológica que se enxerga “apolítica” (embora milite raivosamente na internet), talvez tenda a buscar identidade com Marina, acentuando seu potencial como terceira via e as chances de uma disputa só entre mulheres no segundo turno.

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Retomada, tempo e ferramentas

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Vou tentar retomar as atualizações deste blog. Faz tempo estou ensaiando, mas ando completamente sem tempo. Agora tenho algumas ferramentas bem legais à mão. Continuo sem tempo, aliás, com menos ainda, mas quem sabe com um pouco de disciplina, aliada às ferramentas adequadas, eu consigo.
Uma destas ferramentas é meu novo brinquedo android, um Atrix, da Motorola. Se bem que é uma injustiça chamá-lo brinquedo. Com ele e comigo. Primeiro porque realmente se tem algo que faço muito pouco no celular é brincar ou jogar. Quando muito, suporto alguns minutos de Angry Birds. Além disso, o aparelho é realmente muito mais do que uma plataforma de jogos. A tela grande, de resolução surpreendente, se não necessariamente estimula, ao menos não chega a desestimular totalmente a escrita. Com a boa performance da escrita Swype, quase me faz lembrar dos bons tempos do Graffiti no Palm IIIxe. Sim, o bom e velho monocromático. Porque a partir daí, nem as telas, nem o graffiti, nem minha acuidade foram as mesmas.
A vantagem agora e que dígito apenas com os dedões 😉
O Atrix é meu segundo Android. O SO da Google me fisgou já no problemático Dext. Não pela experiência em si, que só foi melhor a partir da customização com uma rom cyanogenmod 7, mas pela promessa. Aliás, a “promessa” Motorola com sacadas geniais, mas execuções “meia-bocas”, já havia me encantado antes, com o a1200 😉
De lá pra cá, tem sido uma relação de amor e ódio: venho amando o que é possível fazer com os celulares Motorola, mas odiando o que a Motorola faz com seus aparelhos (e consequentemente com seus donos). Sim, principalmente no que tange às atualizações. Mas de certa forma, vá lá: quem acompanha o mercado sabe que o problema aflige praticamente todos os fabricantes. O grande #fail da Motorola é realmente o descaso com o consumidor brasileiro: promete atualização e volta atrás, atualiza lá fora e dá uma banana para os brasileiros. Quem sabe isso muda com a aquisição pela Google…
Bom hora já deu, né? Texto demasiado longo pra ser escrito no celular, não? Pois é, mas foi 🙂

Qualquer som do celular pelo fone bluetooth mono

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Ouvindo músicas, vídeos e podcasts pelo fone bluetooth mono

Ouvindo músicas, vídeos e podcasts pelo fone bluetooth mono

Ando me divertindo com programa para Android que permite ouvir qualquer coisa do celular usando o fone bluetooth. Chama-se BTMono e uma de suas versões é gratuita no Market. O link e o QRCode para download direto estão ao final deste post.

Antes que alguém se proponha a fazer uma correção, um aviso: não, bluetooth não foi feito para isso. Na verdade foi, mas os celulares não. A maioria dos celulares trata esses nossos bt’s baratinhos (às vezes nem tanto), chamados mono, como meio de transmissão apenas para as conversas de voz. Embora existam de fato limitações na qualidade do áudio, acho mesmo que foi um complô uma forma dos fabricantes de nos forçarem a comprar garantirem uma qualidade maior usando fones bluetooth stereos com um sistema conhecido como A2DP, que são bem mais caros.

No meu celular anterior, que era linux mas não era Android, eu conseguia isso fazendo uma gambiarra matando um processo com o BT ligado e o áudio rolando. No Dext – que, aliás, tá rodando Android 2.3.4 “Gingerbread” (viu Motorola?!), graças à rom Cyanogenmod 7 – não preciso de malabarismos. Ligo o BTMono e ponho o player a executar o que for. Bem prático.

Há uma versão paga, “premium”, que acrescenta firulas funcionalidades. A mais importante talvez seja a capacidade de rearmar após atender uma ligação (a gratuita não faz isso). Por um US$ 1, se você usar muito o fone, talvez valha a compra. Não é exatamente o meu caso. Ainda.

QRCode para download do BTMono direto no celular

Notebooks BBBs: básicos, bons e baratos

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Há cerca de trinta dias aproveitei uma oferta do hipermercado Extra e mudei meu hardware. A idéia era ampliar a quantidade de espaço em disco e melhorar um pouco o desempenho. Não sou um “gamer”, ávido por recursos 3D em uma supermáquina, mas algumas características da antiga máquina, um CCE básico com processador Celeron, já estavam pedindo reforço.

Hoje em dia a oferta de notebooks de baixo custo, sobretudo de três empresas — CCE, Positivo e Sim — é muito grande. E meu último notebook me fez perder definitivamente o preconceito em relação às máquinas baratas dessas marcas: o desempenho, proporcionalmente às suas configurações, não foi lá muito diferente de um Acer e um HP anteriores. (mais…)

Wikileaks talvez seja a prova que Stallman não exagerou

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Richard Stallman

Richard Stallman, por Gisleh, no Flickr

Quando Richard Stallman, guru xiita do software livre, diz que usar o Chrome OS (ou qualquer sistema onde todos os dados do usuário estejam nas núvens) é uma estupidez, talvez ele não tenha dito um completo exagero. A maior prova disso é provavelmente a perseguição do governo norte americano ao site Wikileaks e seu fundador, Julian Assange.

Mas o que tem a ver o Wikileaks e a computação na nuvem? Nada. Os documentos, que têm cópia offline, físicas, podem migrar de um servidor para outro, podem ganhar centenas, talvez milhares de “espelhos”, justamente porque não se apoiam numa solução centralizada, do tipo caixa preta.

Em última análise, é esse tipo de solução que o Google – ou qualquer outro sistema de “nuvem” – vai prover. E não há garantias de que um sistema desse, em caso de contenda legal, não sucumbirá à pressão de um governo ou de alguma corporação obscura.

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  • julho 2017

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