Política

De volta ao jogo…

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Certo. Eu admito. Desapareci. Mas pudera: minha filhota chegou no início do ano. E que mudança de vida!
Foi ano eleitoral. Pelo menos 40 campanhas com o marketing desenvolvido no todo ou em parte pela Nova Onda.
E ainda a assessoria de imprensa na Superintendência do Trabalho. Ou seja: por mais organização possível, tarefas demais prá encaixar no tempo. Assim, blog, Portal/Revista Vigília, interações na web, e até os e-mails ficaram para segundo (e terceiro, quarto…) plano.
Agora, aos poucos, estou conseguindo retomar. Já coloquei as primeiras novas atualizações no Portal/Revista Vigília. A Ufologia está efervescente já faz alguns meses, no mundo todo e principalmente aqui no Brasil. Até círculos ingleses já tempos por aqui…
Também mudei meus gadgets; o OS principal do note passou de kurumin prá debian lenny, foi ao kubuntu e agora ficou mesmo no OpenSUSE 11. Então estou cheio de dicas e resenhas de montes de coisas que passei a usar por necessidade mesmo durante esse período de sumiço…
Então, já já volto 😉

Reorganizando a vida…

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Faz tempo que não publico nada no blog… É… de novo aquela velha história de falta de tempo, compromissos, tarefas, isso e aquilo… Todo blogueiro passa por fases assim, ainda mais quando faz outras coisas prá ganhar a vida e não vive do blog — economicamente falando. Mas é fato que, quando não se trata de um blogueiro que vive para o blog ou que vive do blog, nem sempre publicar alguma coisa é a prioridade (item 5 do Sérgio ;D).

Tá bem, não tenho desculpas… Mas algumas justificativas, vá… E bemmm pessoais… Como o fato de já ter ganho presente neste último dia dos pais 😀 Meio antecipado, é fato, porque é prá janeiro… Mas tá sendo muito bacana 🙂 E se meu blog tivesse um tom um pouquinho mais pessoal, eu talvez ocupasse muitos megabytes de espaço em descrições do que isso muda na cabeça dos marinheiros de primeira viagem… Mas não é 😛 … E os papais experientes considerariam no mínimo chato. Então, me reservo o direito de guardar essas alegrias, medos e anseios comigo…

No entanto, há mais coisas acontecendo, também na vida profissional. É um período de mudanças importantes, que estão exigindo um melhor planejamento e aproveitamento do tempo. Por isso resolvi buscar formas de melhor usar as ferramentas de organização pessoal e produtividade que já conhecia. Além, claro, de me forçar a uma mudança de hábitos…

As noites em claro já começaram a rarear e a dar lugar a caminhadas pela manhã bem cedo, momento em que posso ouvir vários podcasts de diversos assuntos, graças ao celular (o Sonyericsson z530i), que funciona como mp3player e sincroniza muito bem com o Amarok (na minha opinião, devendo muito pouco à dupla iPod + iTunes). Nada mais integrado para um usuário Linux!

No campo do entretenimento, as séries que gosto de acompanhar, já que não tenho muito mais tempo de ver TV à noite, são gravadas no HD (ou baixadas) e convertidas para serem assistidas no Palm (um já obsoleto TE2), com o Mencoder mesmo, tudo em linha de comando; depois que a gente pega o jeito, é o modo mais prático.

Aliás, o Palm voltou a ser usado também para organizar a vida, como o era desde o princípio. Depois de apanhar um pouco, descobri o caminho das pedras para colocá-lo sincronizado com o Korganizer (sim, nada mais apropriado para um usuário KDE), através do Kpilot. O segredo, usando uma versão recente do “pilot-xfer” (que é quem faz a coisa funcionar), é colocar no “device” apenas “usb:”.

A última barreira era a convergência de muitas agendas numa só ferramenta: as agendas dos clientes, que tenho que acompanhar, a agenda dos projetos e trabalhos da Nova Onda, a agenda pessoal (não quero perder nenhum ultrasom!!!), a agenda do Portal/Revista Vigília… O Google ajudou muito nesta hora. Primeiro, com o GCalendar, que permite importar diferentes tipos de agendas. Depois, com o iGoogle, que virou definitivamente minha página de entrada no Firefox graças à habilidade de apresentar as entradas do GCalendar, aniversários do Orkut (isso era um problema. Me sentia sempre culpado. Entro muito pouco lá e sempre perdia a chance de felicitar os amigos) e um monte de outras informações, de notícias selecionadas a previsão do tempo.

A última grande descoberta foi o GCalDaemon, a cereja do bolo! Esse aplicativo java (e por isso mesmo multiplataforma) permite ao leitor de calendários padrão (a maioria deles, mas, no meu caso específico, o Korganizer) manter comunicação de duas vias com o GCalendar (e não apenas em modo somente leitura). Assim, a administração de todas essas agendas pode ser feita agora via Palm, não apenas com a consulta, mas também para adição e edição de eventos!

Pronto. Finalmente as experiências e aprendizados de noites a fio estão convergindo para coisas úteis… E é fato… Organização funciona… Já dedico mais tempo à família. Estou dormindo mais. Conseguindo ser mais produtivo… Até escrevendo aqui novamente eu já estou!!! 😉

Apelação da Citröen

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A Citröen está lançando uma campanha, no mínimo, de mau gosto. Lançou um site chamado www.mundodaastronomia.com, com a catastrófica notícia de que um asteróide chamado 2-Pallas (ou Pallas 2), de medidas quilométricas (esdrúxulas, mas ainda assim, quilométricas) irá se chocar com a Terra.
Descobri essa notícia gerando apreensão nas listas de Ufologia. Ocorre que a propriedade do domínio deixa claro do que se trata.
Um pouco depois, descobri que o BlueBus também já estava dando o alerta. Aliás, muito bem dito lá: quem vai acreditar agora no carro?
O maior problema é que alguns jornalistas compraram a idéia e divulgaram como se fosse fato… E alguns veículos inicialmente toparam veicular a peça “maquiada” como notícia, depois voltaram atrás.
Realmente não sei o que é pior. O mau gosto da campanha, um arremedo de “Guerra dos Mundos” (que, a despeito da fama do radialista Orson Welles, na sua época também foi uma tremenda idiotice), ou falta de checagem da notícia por parte dos jornalistas/veículos.

Língua viva, gíria ou aberração?

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Navegando pelo Contraditórium, segui a ligação do post até esta entrada em Megalopolis que discute o tema recorrente da linguagem dos chats (agora e-mails, Orkut e seus “scraps”, e tudo que se sirva de um computador como meio transferência)…

Já encotrei ótimos argumentos em favor da tolerância. Mas encarar com tolerância o tal do “Miguxês” (sim, isso tem um nome!) de marmanjos (e marmanjas) que já passaram dos 14 é de lascar…

Depois que até a Fox criou – e já faz algum tempo – uma “Sessão de Cinema” cujas legendas usam a “linguagem da Internet”, ou o Internetês, acho que uma porta perigosa se abre… Por enquanto são os “aceitáveis” “kd”, “vc”, “b-jo”, abreviaturas cujos usuários dizem “agilizar” a digitação… Mas qual será o limite?

O desastroso internet banking do Unibanco

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Na semana passada (29) enviei uma mensagem ao serviço de atendimento ao cliente do Unibanco sobre seu sistema de Internet Banking. Foi apenas um dia antes, conforme soube depois ao ler no SoftwareLivre.org e nesta entrada aqui do Mbmaciel tech blog, que o banco mudou seu sistema de autenticação.

É o fim do mundo, sim! Na mesma hora em que detectei o problema, mandei uma mensagem pouco educada:

Novamente, o Unibanco desrespeita o direito de escolha dos clientes e cria
um dispositivo que não funciona em ambiente outro que não seja um sistema
operacional proprietário. Na contramão do mercado — todos os demais
bancos têm soluções compatíveis com Linux — o Unibanco agora impede que
usuários ‘pessoa física’ acessem suas contas usando software livre (e
sabidamente mais seguro). Já o faziam no ‘Unibanco Empresarial’. Agora o
fazem no acesso pessoa física também. Não estão nos dando muita
alternativa a não ser mudar de banco. E olhem que não sou um novo
correntista do Unibanco… Se não sabem desenvolver soluções
multi-plataforma, contratem quem sabe! A concorrência já o fez faz tempo!

Curioso é que, diferente da versão apocalíptica das notas publicadas em outros locais, um dia depois da reclamação recebi uma ligação de um técnico informando que estavam buscando uma solução para o problema, e não simplesmente desistindo dele e recomendando o Windows, como li por aí. Me pediu alguns dados do equipamento, versão do Firefox, distro, dados sobre atualização de pacotes. E revelou que alguns clientes usuários de Mac’s também reportaram o problema…

Menos ruim para o banco estar atrás de uma solução, mas não o salva de queimar no inferno… Até hoje ainda estão devendo uma solução para software livre no acesso empresarial, por exemplo. E a minha reclamação, especificamente, não é recente…

O banco não anda acompanhando muito bem as tendências, participação de mercado de navegadores SO’s etc… Essa cegueira, que normalmente não se restringe a uma área só, explica um bocado de coisas… Talvez até essa notícia

Novo servidor, de novo…

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Ainda na busca por um serviço gratuito de qualidade para este blog, novo servidor… O 110mb está “caindo” a todo momento… Sem sair da casa dos “Cento e poucos”, quem sabe o “100WebSpace” é melhor 🙂

Tempos bicudos…

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Bom, nessa última semana sem blog, depois que o servidor MySQL caiu totalmente (como diz meu sócio, pedreiro — e eu completo: servidor gratuito na web — não se elogia antes de 2 anos depois de finalizada a obra), o mundo resolveu conspirar contra mim…

Meu pai na UTI, bateram no meu carro (que, já vendido, estava para ser entregue), o próprio servidor do blog (inclusive com perda irreparável de dados), a infiltração no chão da cozinha… Bom, aquelas coisas todas que acontecem juntas só prá aumentar a emoção da vida…

Tudo bem, sou otimista… Fosse supersticioso, acharia que está mesmo na hora de usar folha de arruda, figa, pé de coelho… E de mais a mais, podia ser pior, como diriam os narradores da história do Joseph Climber :))

É, bom… a vida continua… E assim que eu arrumar a bagunça por aqui (ao menos o que estiver ao meu alcance), o blog também continua 🙂

Aquecimento global: uma briga que ainda vai pegar fogo…

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Torrar a Terra

Depois de uma série no Fantástico, o brasileiro médio acorda realmente preocupado com a possibilidade de termos por aqui um “O Dia Depois de Amanhã” às avessas. Mas a crescente preocupação européia e os cada vez mais divulgados estudos sobre o Aquecimento Global mostram que este não é apenas um fenômeno de mídia, muito menos apenas brasileiro.

O fato é que, ao que parece, o mundo — ou o resto dele — está sendo pego no meio de um tiroteio entre duas potências: a Comunidade Européia, com uma cada vez mais apurada consciência ecológica, e os Estados Unidos, e sua economia monstro e consciência à lá Homer Simpson.

Sim, a comparação já é de início tendenciosa porque desde Kyoto o assunto está engasgado. E a coisa começa a ficar ainda mais quente. O The Guardian divulgou a ação da American Enterprise Institute (AEI), um thinkthank (braço “científico”¹) da petrolífera ExxonMobil (Esso), por sua vez muito ligada à administração George W. Bush, que estaria pagando pesquisadores para disseminarem desinformação e fazendo lobby contra qualquer medida de controle de emissão de poluentes…

A reverberação eu comecei a pescar no BlueBus, que pescou no RSUrgente, que “linka” o Bloco da Esquerda e este ao Ecoblog .
Todos eles estão comentando a animação em flashTOAST THE EARTH, peça da campanha que está denunciando essa sacanagem.

Essa disputa ainda vai render muita discussão. Lembrei-me até do livro “State of Fear” (Estado do Medo), publicado pelo escritor Michael Crichton (autor vários bestsellers, todos romances com pano de fundo científico). O vilão, na sua história, era o fanatismo ecológico manobrado por políticos oportunitas, propagando o medo de cataclismos globais. Mais ou menos a situação em que nos encontramos agora só, que, mal-comparando, Crichton estaria do lado da Esso…

Resta saber até onde vai a verdade e começa o fanatismo… Mas que tem coisa ai, tem… Pela ênfase com que os EUA deram seu recado sobre o futuro da produção de etanol em parceria com o Brasil, há cheiro de realinhamento de produção e mercado no ar. Claro, porque pode ficar realmente difícil para Bush continuar mantendo a atual postura… Pena que os mercados nunca consigam realmente ser muito inovadores, porque isso aqui sim seria um avanço na ação ambiental

(¹ Não imagino uma boa tradução de “thinktank”, expressão que tem se tornado comum no meio científico. Numa “interpretação” livre, é algo como “fortaleza de pensadores”…|-|)

Leia seus livros no celular com o ReadManiac (j2me)

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Nos tornamos cada vez mais dependentes do celular. Aliás, é difícil imaginar a vida moderna sem duas “facilidades” em particular: internet e celular. Aliás, acho que não foi à toa que rapidamente as operadoras e fabricantes trataram de juntar as duas coisas…

Mas além do acesso à rede, os celulares também ganharam novas funcionalidades. Câmera, filmadora, mp3, joguinhos… Isso sem falar nos smartphones, categoria à parte neste mercado, e provavelmente o futuro do mundo móvel…

Enquanto esse futuro não está acessível ($$$) prá todo mundo, seu telefone com java (j2me, nos formatos midp 1.0 e midp2.0) pode ganhar funções que são relativamente mais comuns num PDA ou smartphone… Não, nada de aplicativos PIM (agenda, contatos e notas), ou e-mail e wap. Esses são bem comuns até. Muitos já vem pré-instalados nos aparelhos mais novos.

Mas que tal transformar o celular num leitor de e-books? Aliás, num leitor de qualquer coisa convertida em TXT, e mesmo baixada da net diretamente pelo celular? Quem faz isso com maestria é o midlet (programinha em java) freewareReadManiac. A última versão, além de abrir arquivos de texto simples, oferece suporte a .zip e documentos palmdoc (para Palm), nas extensões .prc e .pdb, e .tcr, formato usado nos handhelds “Psion”. Ele se encarrega da hifenização, dos recursos para facilitar a leitura, como rolagem automática da tela, bookmarks, permite diferentes tamanhos de fontes (permite até mesmo a instalação de fontes personalizadas).

ReadManiac: lendo e-boks no celular

Há duas formas diferentes de usar o programa. Você pode produzir os arquivos .jar “sob demanda”, contendo uma versão reduzida do programa e do livro juntos. Nunca usei essa modalidade, mas ela pode ser útil em algumas circunstâncias. Por exemplo, se o celular não aceita arquivos em outras extensões, ou se não permitir ao ReadManiac navegar no “sistema de arquivos” para abrir diretamente um arquivo gravado na memória). Pesquisando prá escrever esse post, descobri que o Xandrix Blog publicou esse completo tutorial dessa modalidade. A desvantagem é que você precisa de um computador rodando Windows para instalar e rodar o programa de instalação e geração dos e-books, isso para cada novo e-book.

O mesmo programa para Windows permite também a compilação “standalone” do ReadManiac, adaptada conforme o modelo do celular. Essa aqui que o programinha mostra todo seu potencial. A vantagem da modalidade “standalone” é que, desde que ela tenha acesso ao sistema de arquivos do telefone (cada funcionalidade tem uma sigla no mundo dos celulares com java. No caso do acesso ao “sistema de arquivos”, esta é chamada especificação JSR-75), é possível abrir virtualmente qualquer arquivo de texto.

Sem o programa de instalação, a opção mais prática para instalar o ReadManiac é usar próprio celular (ou um navegador wap no PC). Basta fazer o download de uma das versões já “compiladas”, disponíveis no endereço http://wap.readmaniac.com/en/. O programa é pequeno, mas há muitas versões diferentes (dependendo do celular, da especificação java – midp 1 ou midp2 – e da língua escolhida (se for usar livros em português, opte por “English Western Europe”, que costuma ser mais compatível com os caracteres acentuados).

Com o ReadManiac instalado via wap ou diretamente do PC por cabo ou bluetooth, é só adicionar e-books, da mesma forma. Em geral, a maioria daqueles seus arquivos em PDF, .doc (Office), .odt (OpenOficce) pode ser convertida para txt… As imagens serão perdidas, mas que tal abrir mão delas para ter seu livro no bolso, para sacar em qualquer lugar??? Aproveite para colocar a maior fonte mundial de e-books livres nos favoritos, o Projeto Gutemberg. Dependendo dos recursos de seu celular, o próprio ReadManiac será capaz de procurar lá diretamente, via Internet 😉

Atualizando: há uma grande comunidade no Orkut sobre o tema. Um bom lugar para trocar figurinhas… Digo, livros 🙂

O pai do Linux?

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Segmentar editorias nos grandes veículos é uma necessidade. E os leitores se acostumam à informação segmentada, esperando matérias especializadas, escritas por jornalistas que entendam do assunto. Mas vez por outra (e não raro!) o sistema fura, e aí acontecem coisas assim: a “Informática” da Folha On-Line chama o Richard Stallman de Pai do Linux.

Tudo bem que já houve alguma polêmica na rede por causa de um estudo muito do picareta que tentou tirar do Linuz a paternidade do Linux (aliás, os nomes não são coincidência). Mas que a editoria da Folha On-Line podia ter sido mais criteriosa ao reproduzir o texto, ah podia. Me fez lembrar o tempo em que chamavam Palm de “agendinha” |-|

Atualização: mais gente deve ter reclamado, porque o texto foi corrigido como se nada tivesse acontecido :-/

Mas fica aqui o registro, que ainda consegui no agregador:

paidolinux
  • agosto 2017

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