Marketing

Como sua propaganda local ou digital podem gerar resultados reais?

0

O crescimento da Internet trouxe uma avalanche de mudanças, muitas delas ainda em construção. Os veículos de mídia tradicionais estão perdendo espaço e relevância. Alguns mais rapidamente do que outros, é verdade, mas é notória a decadência geral. Se você tem entre 30 e 40 anos, pergunte-se com que frequência ainda vê a TV aberta? Ou mesmo TV por assinatura? Quantos jornais assina ou compra em banca? Quantas vezes, fora o período em que está no trânsito – e ainda assim se não for entusiasta de podcasts – ouve rádio diariamente? Se tem entre 18 e vinte e poucos, seus principais ídolos e referências certamente tiveram muito mais vídeos visualizados no YouTube ou menções no Twitter ou Facebook do que entrevistas publicadas em jornais ou revistas.

Veículos de mídia tradicional na maior parte do tempo estão sendo pautados por discussões que começaram nas mídias sociais. Não o contrário. Governos e gestores gastam mais tempo preocupados em responder a estímulos das redes sociais do que a demandas da mídia tradicional.

Em grande parte essa mudança aconteceu nos últimos cinco anos (apenas!) por causa de uma tecnologia disruptiva que não foi exatamente prevista: a chegada dos smartphones. Os gurus da comunicação chegaram a antever parcela da importância que a Internet ganharia, mas ficaram em geral restritos à épica disputa entre computador e TV, tentando prever quem assumiria o controle da sala de estar.

No final, erraram. Nem um, nem outro; tampouco algo híbrido. Chegou um aparelhinho que cabe na palma da mão, juntou a Internet, a TV, o rádio, a máquina fotográfica, a filmadora. Deu ao usuário poder de interagir, consumir e produzir conteúdo em qualquer lugar e a qualquer hora. Desbancou as previsões mais futuristas dos gurus.

E como a propaganda ficou nessa história?

Se há um conceito que não se alterou – e nem deve se alterar significativamente em muitos anos – é que a propaganda ainda é a alma do negócio. Ainda mais em tempos de crise. A grande mudança no processo é que ela ganhou uma série de novas plataformas, formatos e possibilidades.

Percebendo a oportunidade, as empresas de tecnologia e portais de todos os tipos, dos mecanismos de busca às criadoras de redes sociais, trataram de criar ainda mais espaços de publicidade. AdWords, Facebook Ads, impulsionamento, post patrocinado, publieditorial etc. E como todo sistema com múltiplas escolhas, encheu de dúvidas os departamentos de marketing, os gestores, as agências e os responsáveis pela gestão de comunicação das empresas, das micro às multinacionais.

Os negócios maiores, de escala nacional ou global, saíram na frente, atirando para todos os lados. E continuam fazendo isso. Fracionaram ainda mais os budgets, determinaram escalas de importância e, em muitos casos, métricas mais eficazes de ROI (retorno sobre o investimento) para dar peso a cada mídia.

Mas e os negócios regionais e locais, como ficaram? Para estes o buraco é mais embaixo…

Como decidir qual propaganda funciona para o meu negócio?

Os gurus da propaganda e entusiastas da Internet desde cedo alardearam as vantagens da propaganda digital. A maravilha do e-commerce, o pensar e agir global e muitas outras. Pergunte ao dono ou gerente de marketing da loja de roupas do shopping, do mercadinho da esquina (sim, ele sobreviveu à globalização) ou da construtora do novo conjunto de apartamentos do bairro. Eles serão unânimes em reafirmar o mantra da importância da Internet, da propaganda digital e coisa e tal. Mas por quê e, mais importante, como? Neste momento as opiniões serão muito díspares. Porque os gurus esqueceram de ponderar algumas coisas.

É por isso que a loja de roupas, o mercadinho ou a construtora local estão fazendo coisas absolutamente diferentes em publicidade, mas na grande maioria das vezes da mesma forma: na base da tentativa de erro e acerto.

De fato, não existe uma fórmula mágica de propaganda digital. Mas existem algumas variáveis que é importante conhecer para decidir onde e como investir.

Qual a escala de seu negócio, quem é e onde está seu potencial cliente?

Nem sempre maior exposição é garantia de sucesso. Antigamente o empresário decidia de forma mais simples. Para além dos grandes circuitos de mídia e, portanto publicidade, havia a TV local, o rádio e jornal da cidade com preços muito mais razoáveis do que os surreais praticados pelos grandes veículos. Funcionava bem. Mas agora que os consumidores estão migrando de plataforma, consumindo mais conteúdo no celular, a mídia impressa reduzindo tiragens (principalmente os grandes jornais e revistas), a equação ficou muito mais complexa.

Sabendo que seu negócio tem uma escala regional ou local, e seu maior concorrente não está em outro estado ou outro país, oportunidades de mídia locais ainda são a melhor alternativa. Tão ou mais eficientes que o anúncio em papel na revista ou no jornal local, talvez o site da revista, o site do próprio jornal local ou o portal de notícias da região possam oferecer um ROI bem maior do que aquele grande portal de notícias (que continua com preços surreais).

Onde está seu cliente? Longe? Disposto a pagar frete? Ou interessado em visitar a sua empresa, negociar condições exclusivas, tratar olho no olho e, quem sabe, virar cliente fiel e amigo do dono? Mais de 80% dos negócios tradicionais ainda se baseiam em clientes típicos do segundo exemplo. O cliente está muito mais perto. Se informa pelas redes sociais e portais, mas liga no telefone fixo (ou manda Whatsapp) para obter mais informações antes de fechar uma compra. Mas aí está você pensando que faz um excelente negócio publicitando em AdWords e aparecendo no topo da pesquisa por alguns minutos do dia, ou com banners aparecendo naquelas posições marginais que um ou outro portal de conteúdo reservam para esse tipo de anúncio.

Está claro porque o resultado na maioria dos casos será muito aquém do esperado… Seu banner vira paisagem. Nem mesmo se aproveita da suposta credibilidade do grande portal, pois que o site ou jornal local têm muito mais propriedade para referendar um vizinho.

Como pensa seu consumidor típico?

O consumidor pensa localmente. Não é à toa que, quando busca uma residência nova, se preocupa em saber que tipo de comércio funciona nas redondezas. Quais serviços terá à disposição se precisar? Por mais racionalidade que possa haver no ato, consumir é muito mais uma decisão impulsiva, ou urgente, do que calculada. A menos que o serviço ou produto que ele busca tenha uma especificidade muito grande, ou preços muito mais vantajosos em grandes portais de ecommerce, os tempos de decisão e compra do consumidor ainda serão em sua maior parte baseados em proximidade. Trajeto até em casa, facilidade de troca, a confiança de ver, provar e testar; a comodidade.

Ah, mas a busca e a entrega dos anúncios geolocalizadas pelo Google ou Facebook resolvem! Será mesmo?

Tem certeza de que o seu orçamento é páreo para competir, num leilão de espaço de um grande portal, com o orçamento daquela gigante do seu segmento? Sim, aquela que gasta milhões para publicitar em todo o país? Será que suas chances de captar um lead não serão maiores investindo (algo similar ou pouco maior do que aquilo que você reservou ao Google) num anúncio maior e mais destacado em portais de conteúdo local, bem visitados?

Aprenda a trabalhar com métricas

É curioso perceber que pequenos e médios negócios, desde o tempo do anúncio no jornal, até os atuais na Internet, ainda não se entenderam corretamente com as métricas. Aquela estratégia de “leve este anúncio e ganhe x% de desconto”, ou equivalente, que deveria ser obrigatório (na falta de qualquer coisa melhor) para aferir resultados e conversões, ficou muito mais fácil com a publicidade digital. O site da sua empresa, seu contato por email, Whatsapp ou mesmo por telefone, permitem hoje com muito mais facilidade identificar a origem e o caminho do lead para determinar a eficiência da sua publicidade.

Ainda é impressionante a quantidade de campanhas diretas ou criadas por agências circulando na Internet sem fazer a menor ideia do que é um código de rastreamento. Se não planejar essa medida, o real retorno de seu banner, post patrocinado ou publieditorial será diluído entre os resultados de outras ações. O efeito colateral mais danoso disso é fazer sua percepção esbarrar numa avaliação genérica de que “não dá resultado”, desmotivando novas ações de sucesso em mídia digital.

Boa parte dos sites locais e de nicho oferecem esse recurso aos anunciantes. E, mesmo quando não oferecem, sempre é possível usar ferramentas simples e até gratuitas como URLs preparadas, landing pages e o próprio Google Analytics ou o Facebook Ads.

Trabalhar corretamente o Facebook

Uma das grandes ferramentas de publicidade dessa nova onda ainda é, inegavelmente, o Facebook. Agências e gestores de comunicação têm com ele uma espécie de relação de amor e ódio, por causa de suas constantes mudanças de algoritmo e edge rank. Na prática, isso faz com que as estratégias mudem constantemente, mudem formatos de anúncios ou requeiram maior investimento na amplificação de campanhas.

Apesar disso, via de regra, um conceito básico também não muda: aumentar sua visibilidade passa por injetar recursos e impulsionar publicações. Mas o resultado pode ir do fracasso total ao sucesso retumbante a partir de alguns “detalhes”. A definição correta do público alvo, a delimitação geográfica, e o alcance das páginas ou posts impulsionados contam de maneira decisiva.

Com a possibilidade de cruzar mídias como portais locais na Internet e suas páginas de Facebook, o fato é que o mesmo recurso investido numa página própria da empresa pode ter um alcance muito maior quando alavancado a partir de um influenciador local, pelo expediente do post patrocinado ou conteúdo publieditorial. Para campanhas de fixação de marca, tanto melhor ainda pela transferência de credibilidade entre veículo e anunciante proporcionada pela ação.

Seja como for, a Internet é, e continuará sendo, uma grande ferramenta de comunicação e publicidade. Tanto mais quanto melhor for o conteúdo de carrega a propaganda. Por isso, quando pensar em definir sua próxima campanha, em busca de resultados reais, tenha certeza de não desperdiçar as oportunidades que os portais de conteúdo locais, os blogues e influenciadores regionais podem proporcionar. Tanto no mundo online quanto off line.

Jeferson Martinho é jornalista e diretor da agência de comunicação integrada Nova Onda Comunicação.

Marketing não eleitoral para ganhar eleições

0

Urna_eletronica

 

“Vemos que toda cidade é uma espécie de comunidade, e toda comunidade se forma com vistas a algum bem, pois todas as ações de todos os homens são praticadas com vistas ao que lhes parece um bem; se todas as comunidades visam a algum bem, é evidente que a mais importante de todas elas e que inclui todas as outras tem mais que todas este objetivo e visa ao mais importante de todos os bens; ela se chama cidade e é a comunidade política” (Aristóteles, “Política”, 1252ac).

A Política anda em baixa no conceito do brasileiro. Alvo de toda sorte de ataques, alguns merecidos, outros não, a classe política está acuada, preocupada. E engana-se quem acredita que esse efeito recaia sobre uma ideologia a ou b. No final, o conceito de Política, que é repetidamente dita como a mais nobre das atividades humanas, é quem sai chamuscado. E, por tabela, perde-se o entendimento aristotélico de que a política, exercida pelo “animal político” homem, visa o bem.

(mais…)

Novidades no front da propaganda política, redes sociais e ficha limpa

0
Fotomontagem: Dilma, Marina e Aécio

Uma disputa de incertezas

A morte do candidato à presidência Eduardo Campos (PSB), adicionou o elemento tragédia a uma disputa eleitoral por si só repleta de incertezas e pontos cegos. No cenário nacional, um caldo peculiar de manifestações de ódio e extremismos, sobretudo externados nas redes sociais, permeava desde o início a polarização entre as chapas do PSDB e do PT. No eixo Sul-Sudeste, escorada numa espécie de classe média raivosa — auto intitulada “apolítica” ou “apartidária” — desde as manifestações de rua de junho de 2013, a situação chegou mesmo a causar uma forte tendência de queda nas posições da candidata petista à reeleição, Dilma Rousseff.

 

A mesma propagação em redes sociais causou algum estrago no desempenho do candidato tucano Aécio Neves, depois da vinculação de seu nome à construção de um aeroporto público numa propriedade de sua família em Minas Gerais.
E se por um lado as posições antagônicas dentro de sua própria chapa podem representar um empecilho ao incremento da simpatia à candidata Marina Silva (PSB) junto aos financiadores de campanha e boa parte do eleitorado antenado com as questões da política (sobretudo as que envolvem a economia), parte dessa massa tecnológica que se enxerga “apolítica” (embora milite raivosamente na internet), talvez tenda a buscar identidade com Marina, acentuando seu potencial como terceira via e as chances de uma disputa só entre mulheres no segundo turno.

(mais…)

O novo Marketing Eleitoral nos novos tempos da Lei da Ficha Limpa

0

A chamada Lei da Ficha Limpa, como ficou conhecida a Lei Complementar 135/2010, transformou as eleições municipais de 2012 num campo de batalha judicial. Conquanto a determinação da aplicabilidade ou não da lei para um candidato seja um critério exclusivo da Justiça, a nova legislação teve um impacto definitivo no planejamento e execução de todo o marketing das campanhas eleitorais.

Dado o alto número de candidatos com problemas de rejeição de contas e outros processos que fizeram deles alvos da aplicação da Lei da Ficha Limpa, diversas cidades tiveram processos eleitorais bastante complicados, dependendo de decisão judicial para o prosseguimento de cada etapa da campanha.

(mais…)

  • junho 2017

    seg ter qua qui sex sáb dom
     1234
    567891011
    12131415161718
    19202122232425
    2627282930  
Go to Top