Diversos

Razões para você ter medo da redução da maioridade penal

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Um dos aspectos mais preocupantes no debate sobre a redução da maioridade penal é o fato de que as pessoas estão se posicionando de um lado ou de outro a partir de argumentos prontos, pasteurizados por uma imprensa sensacionalista que busca audiência transformando a tragédia diária num espetáculo de horror. Mas você realmente parou para pensar sobre o tema, de forma calculada?
É curioso como a grande mídia neste caso tem um papel importante, embora não assumido, na condução das opiniões a favor da redução da maioridade penal. O sensacionalismo depende de emoção e, de fato, sob essa condição, é compreensível que qualquer notícia de crime cometido por menor cause comoção e sentimento de revolta no “cidadão de bem”.
Mas extraindo-se o apelo emotivo dessa bandeira, há de fato razões objetivas para defender a redução da maioridade penal? Ao pensar analítico, é quase certo que não. Mas não pelas mesmas razões que deixam raivosos aqueles que logo lançam mão do argumento infantil tradicional “está com dó, leva pra casa”, ou “direitos humanos para humanos direitos” e que tais. As razões são bem mais viscerais.
Qual caso a televisão vai mostrar sem parar?

Quem vira notícia? (Crédito: www.desajustado.org)

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O novo Marketing Eleitoral nos novos tempos da Lei da Ficha Limpa

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A chamada Lei da Ficha Limpa, como ficou conhecida a Lei Complementar 135/2010, transformou as eleições municipais de 2012 num campo de batalha judicial. Conquanto a determinação da aplicabilidade ou não da lei para um candidato seja um critério exclusivo da Justiça, a nova legislação teve um impacto definitivo no planejamento e execução de todo o marketing das campanhas eleitorais.

Dado o alto número de candidatos com problemas de rejeição de contas e outros processos que fizeram deles alvos da aplicação da Lei da Ficha Limpa, diversas cidades tiveram processos eleitorais bastante complicados, dependendo de decisão judicial para o prosseguimento de cada etapa da campanha.

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Toque de recolher em Osasco: boato

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No meio desta noite (25), um boato começou a se espalhar rapidamente no Facebook. O Rodrigo, nosso diagramador no Jornal Visão Oeste pergunta — vocês estão sabendo do toque de recolher em Osasco? Caramba! Não!
A informação era de que criminosos teriam decretado toque de recolher em Osasco. O alvo seriam bairros da zona sul, próximos ao Pestana. A escolha do local não seria à toa: dias antes um bar no bairro tinha sido palco de um ataque por bandidos em motos que mataram 3 pessoas e deixaram outras 5 feridas. O objetivo parecia ser um único sujeito, mas os matadores covardemente mataram também uma mãe que abraçou a filhinha de apenas 7 anos e evitou que ela levasse três tiros, além de outro homem que, segundo a história veiculada, nada tinha a ver com o acerto de contas.
Esse pano de fundo provavelmente serviu de lenha para alimentar a histeria coletiva que se instalou nesta noite. A fonte primária era a Internet. Um perfil público de fãs da cidade dizia que a Delegacia do Pestana teria recebido denúncia anônima avisando do toque de recolher. E todo mundo estava repassando assim a informação.
Estudantes — que deixaram suas escolas nos horários habituais — foram para a rede depois de chegar em casa com histórias sobre encerramento de aulas mais cedo ou fechamento de faculdades e universidades…
Com a esposa e duas filhas preocupadas em casa, fui direto à fonte da informação: a Delegacia do Pestana. É fácil confirmar (ou descartar) esse tipo de boato. Uma ligação. Foi o bastante para o plantonista atender, às 22h30, e afirmar que não havia lá qualquer informação de ataques ou denúncia anônima. Tudo calmo.
Mas até aí, a rádio peão já tinha se encarregado de espalhar o caos…
Como postei no Facebook, o problema desse tipo coisa é a origem da fonte da primeira informação. As pessoas que recebem a história precisam parar e se perguntar, a elas próprias, se ouviram de alguém que ELE PRÓPRIO tinha visto, em primeira mão, o autor das ameaças ou algo equivalente, ou se, como sempre, ouviram OUTRO ALGUÉM QUE TERIA DITO. Faz a maior diferença…
PS. Enquanto termino estas linhas, o amigo José Ricardo, que fez com o grupo OzBikers o tradicional passeio ciclístico das quintas-feiras, informa que acaba de chegar depois de pedalar por toda a cidade com o grupo e nada viu de anormal. Tudo calmo, de novo, na terra de Oz…

Wikileaks talvez seja a prova que Stallman não exagerou

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Richard Stallman

Richard Stallman, por Gisleh, no Flickr

Quando Richard Stallman, guru xiita do software livre, diz que usar o Chrome OS (ou qualquer sistema onde todos os dados do usuário estejam nas núvens) é uma estupidez, talvez ele não tenha dito um completo exagero. A maior prova disso é provavelmente a perseguição do governo norte americano ao site Wikileaks e seu fundador, Julian Assange.

Mas o que tem a ver o Wikileaks e a computação na nuvem? Nada. Os documentos, que têm cópia offline, físicas, podem migrar de um servidor para outro, podem ganhar centenas, talvez milhares de “espelhos”, justamente porque não se apoiam numa solução centralizada, do tipo caixa preta.

Em última análise, é esse tipo de solução que o Google – ou qualquer outro sistema de “nuvem” – vai prover. E não há garantias de que um sistema desse, em caso de contenda legal, não sucumbirá à pressão de um governo ou de alguma corporação obscura.

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  • agosto 2017

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