jeff

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Jornalista, empresário, programador web, aficcionado por Ufologia, gadgets, tecnologia, informática, política, cultura, psicologia, parapsicologia, história, engenharia genética... Bem, a lista não cabe aqui mesmo...

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Qualquer som do celular pelo fone bluetooth mono

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Ouvindo músicas, vídeos e podcasts pelo fone bluetooth mono

Ouvindo músicas, vídeos e podcasts pelo fone bluetooth mono

Ando me divertindo com programa para Android que permite ouvir qualquer coisa do celular usando o fone bluetooth. Chama-se BTMono e uma de suas versões é gratuita no Market. O link e o QRCode para download direto estão ao final deste post.

Antes que alguém se proponha a fazer uma correção, um aviso: não, bluetooth não foi feito para isso. Na verdade foi, mas os celulares não. A maioria dos celulares trata esses nossos bt’s baratinhos (às vezes nem tanto), chamados mono, como meio de transmissão apenas para as conversas de voz. Embora existam de fato limitações na qualidade do áudio, acho mesmo que foi um complô uma forma dos fabricantes de nos forçarem a comprar garantirem uma qualidade maior usando fones bluetooth stereos com um sistema conhecido como A2DP, que são bem mais caros.

No meu celular anterior, que era linux mas não era Android, eu conseguia isso fazendo uma gambiarra matando um processo com o BT ligado e o áudio rolando. No Dext – que, aliás, tá rodando Android 2.3.4 “Gingerbread” (viu Motorola?!), graças à rom Cyanogenmod 7 – não preciso de malabarismos. Ligo o BTMono e ponho o player a executar o que for. Bem prático.

Há uma versão paga, “premium”, que acrescenta firulas funcionalidades. A mais importante talvez seja a capacidade de rearmar após atender uma ligação (a gratuita não faz isso). Por um US$ 1, se você usar muito o fone, talvez valha a compra. Não é exatamente o meu caso. Ainda.

QRCode para download do BTMono direto no celular

Notebooks BBBs: básicos, bons e baratos

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Há cerca de trinta dias aproveitei uma oferta do hipermercado Extra e mudei meu hardware. A idéia era ampliar a quantidade de espaço em disco e melhorar um pouco o desempenho. Não sou um “gamer”, ávido por recursos 3D em uma supermáquina, mas algumas características da antiga máquina, um CCE básico com processador Celeron, já estavam pedindo reforço.

Hoje em dia a oferta de notebooks de baixo custo, sobretudo de três empresas — CCE, Positivo e Sim — é muito grande. E meu último notebook me fez perder definitivamente o preconceito em relação às máquinas baratas dessas marcas: o desempenho, proporcionalmente às suas configurações, não foi lá muito diferente de um Acer e um HP anteriores. (mais…)

Wikileaks talvez seja a prova que Stallman não exagerou

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Richard Stallman

Richard Stallman, por Gisleh, no Flickr

Quando Richard Stallman, guru xiita do software livre, diz que usar o Chrome OS (ou qualquer sistema onde todos os dados do usuário estejam nas núvens) é uma estupidez, talvez ele não tenha dito um completo exagero. A maior prova disso é provavelmente a perseguição do governo norte americano ao site Wikileaks e seu fundador, Julian Assange.

Mas o que tem a ver o Wikileaks e a computação na nuvem? Nada. Os documentos, que têm cópia offline, físicas, podem migrar de um servidor para outro, podem ganhar centenas, talvez milhares de “espelhos”, justamente porque não se apoiam numa solução centralizada, do tipo caixa preta.

Em última análise, é esse tipo de solução que o Google – ou qualquer outro sistema de “nuvem” – vai prover. E não há garantias de que um sistema desse, em caso de contenda legal, não sucumbirá à pressão de um governo ou de alguma corporação obscura.

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Finalmente, migrei pro WordPress

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Fazia tempos estava ensaiando. Agora, finalmente, tomei coragem e fiz. Dei fim ao irritante spam que veio no pacote de instalação do b2evolution e migrei todo o blog para a ferramenta WordPress.

Fiquei meses — talvez anos, se contar os posts de enrolação — para voltar a escrever. Não porque não tivesse temas ou opiniões que quisesse expressar. Ao contrário. De certo que a escassez de tempo (ah, sempre a mesma desculpa!), também tenha contribuído. Mas em verdade, o que andava me tirando do sério era a completa incapacidade do b2 em lidar com o spam. Sobretudo em trackbacks.

Nos últimos meses, eu ficava horas limpando a sujeira. Sim, horas. Até que, num determinado momento, desisti. Total e completa resignação. Abandonei meu blog às traças. Não, aos trackbacks de spammers.

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O Acre não existe? Pelo jeito, não existem aviões lá também. Só UFOs/OVNIs

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A notícia é velha, mas só há pouco tomei conhecimento. E achei que valia uma postagem, por que, de toda forma, não valeria uma pauta pro Portal/Revista Vigília. Em outubro, o TV Gazet, do Acre, levou ao ar no Programa “Gazeta Alerta”, uma matéria sensacionalista de um OVNI ou UFO que teria sido filmado sobre a rodovia Transacreana por uma equipe de reportagem. O link para a página da TV com a matéria do tal suposto OVNI é este aqui.

Pra quem quiser clicar e assistir aqui, lá vai, no Youtube:

Ato desesperado por audiência? Poderia discorrer um pouco sobre o movimento, o padrão de luzes, o formato etc. Mas nem precisa. Basta conferir a imagem abaixo.

 

aviacre

 

E a repórter ainda tem a manha de falar “olha o movimento” (da câmera balançando), “desceu atrás da mata” (como se a Terra não fosse redonda). E coisas do gênero. Pelo jeito, é o primeiro avião que ela está vendo à noite. Talvez não existam aviões no Acre, já que nem o próprio existe!

Daria mais um exemplo para o artigo “Celulares e ferramentas digitais facilitam proliferação de falsos OVNIs“, que recentemente publiquei no Portal/Revista Vigília. Em tempos de youtube e megacameras de celulares (embora, neste caso, tenha sido uma filmagem profissional – até o “tremular” da câmera pareceu proposital, para tentar dificultar a identificação), uma imagem não vale mais que mil palavras…

Rode o Office Online (Office Live Workspace) no Linux

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Eu prefiro o Google Docs. Uso uma extensão no OpenOffice (sim, também prefiro o OpenOffice!) que inclusive já fazia há bastante tempo o trabalho de “sincronismo online” que agora a Microsoft colocou prá funcionar na sua suite Office e sua versão “nas núvens”.

Mas para quem quiser, ou precisar, aqui vai uma dica sobre como acessar o Office Live Workspace, a versão MS do GoogleDocs, pelo Firefox, no Linux. O acesso não é perfeito – é possível fazer todo o resto, menos editar os arquivos online – mas ainda assim, pode-se baixar um documento, alterá-lo localmente e enviá-lo de volta ao servidor.

O segredo é enganar a checagem do serviço, que bloqueia o acesso para quem não estiver usando IE, Firefox ou Opera, sob qualquer versão do Windows. Com a extensão User Agent Switch, do FF, fazer isso é fácil. Mas atenção: existe mais uma pegadinha. Não adianta enganar completamente a checagem. Num ambiente Linux, tentar se passar por IE (qualquer versão), ou outro browser, não vai funcionar. O navegador vai parar na página de carregamento e ficará “carregando” eternamente.

Só funciona quando fazemos o “User Agent Switch” identicar o brower corretamente como Firefox, mas informar o Windows XP como sendo o sistema operacional do usuário. Nos modelos de “user agents” instalados junto com a extensão não há uma configuração que atenda a esse quesito. Então, é preciso criá-la. Para isso, depois de instalar a extensão, vá à aba Ferramentas do Firefox, clique sobre a opção Default User Agent e então selecione “Edit agents”.

Crie um novo agente. Pode ser qualquer nome. Chamei aqui de Firefox (WinXP), preenchendo os campos conforme a imagem a seguir:

Novo User Agent criado para acessar o Office Online

A linha que identificará seu browser e seu sistema operacional ficará assim:

Mozilla/5.0 (Windows; U; Windows NT 5.1; en-US; rv:1.9.1.4) Gecko/20091007 Firefox/3.5.4

Salve e então, novamente no menu “Ferramentas” do Firefox, clique em Default User Agent para selecionar o recém criado Firefox (Windows XP).

Pronto. Agora basta acessar o Office Live Workspace.

O Office Live Workspace funcionando, no Linux

A dificuldade quanto à edição on-line decorre da necessidade de um plugin no FF que só é instalado quando se instala o componente OfficeLive no Windows. Ele é parte do pacote Windows Live, inclusive. De qualquer forma, para efeito de acesso, armazenamento de documentos e, eventualmente, de compartilhamento, a dica está valendo.

[atualização] A despeito da limitação do editar, vale lembrar que o Office Live Workspace, mesmo no FF, rodando em Windows, não edita os documentos propriamente no navegador, como faz o GoogleDocs. Ao invés disso, abre o arquivo para edição na suite Office, para então devolver ao Workspace. Assim, baixar, editar e “re-upar”, no Linux, é fazer praticamente a mesma coisa.[/atualização]

Recuperando e atualizando o blog

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Depois de alguns meses (ou anos?!) planejando (e combatendo a preguiça!), tomei vergonha na cara e atualizei o motor do blog. Minha intenção era por prá rodar no WordPress, que tenho usando como plataforma em alguns projetos profissionais, mas tinha muito a perder na migração. De links permanentes a comentários, passando pelo skin, atualizar na unha ia dar muito trabalho. Fiquei no b2evolution mesmo. O skin é que não teve jeito. Já foi seu prazo, que o Universo o receba de volta como energia… 😉

De b2evo para b2evo foi bem tranquilo. Nenhuma ocorrência. Mas quem quiser ainda se aventurar a trocar o b2evo para WordPress, sugiro uma leitura aos textos do Blog do Vladimir Campos no Linux & Asterisk e neste FAQ do codex do WordPress . Aliás, o post do Vladimir Campos foi meio que o meu inspirador nesta jornada 🙂

No entanto, nenhuma das soluções menos traumáticas descritas nos tutoriais deles me serviu. Nem mesmo a importação por RSS, adaptada por um dos scripts para varrer diretamente o site ao invés de usar um arquivo de rss, como a nativa do WordPress.

De qualquer forma, tá feito. Agora faltam apenas alguns ajustes e voltar a postar conteúdo, obviamente 😉

Diploma de jornalismo: STF escreve torto, por linhas certas…

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Torto por linhas certas...Desde a faculdade, cursada na base do arrocho e do sacrifício, sou contra a exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista. Sim, a minha profissão. Era antes uma opinião mais empírica que filosófica. Afinal, quando precisei de um emprego, meu primeiro, bati na porta de um jornal em minha cidade. Jornal pequeno de fato, mas o maior da região. Era uma vaga de “repórter e redator”. O anúncio estava nas páginas de classificados do próprio veículo. “Paga-se proporcional à capacidade”, dizia; lembro-me até hoje. Aos 17 anos, eu nem sabia que era preciso um diploma. Na entrevista, uma senhora muito simpática e falante — a editora — depois de perguntar minha idade e retrucar que “obviamente você não é formado, né?”, como se precisasse da resposta, deu-me a chance de escrever um texto. Ao me sentar à frente da máquina de escrever (sim!), confessei que também não tinha curso de datilografia. Com a paciência de um editor com um jornal diário para fechar e uma redação composta de apenas mais dois profissionais, ela ainda teve que explicar que aquilo que eu faria era um “copydesk”, “que é reescrever um texto com suas palavras”, e me mostrou o que era e como usar aquela folha pautada, a lauda, que até hoje é parâmetro de produção de texto em algumas redações (obviamente, convertida em “número de caracteres” do editor de textos). Também me lembro do assunto do “copydesk”: uma matéria do jornal sindical “Folha Bancária” onde informava-se que prosseguiam sem acordo as negociações em torno da campanha salarial dos bancários. Eu precisei de vinte minutos para escrever uma lauda. Acho que ela percebeu que os primeiros dez minutos gastei aprendendo a usar a máquina de escrever. Quando entreguei, incrédula, ela ironizou: “mas você copiou de onde? Trouxe pronto?”.

O texto foi publicado no dia seguinte e eu fiquei com a vaga, disputada com outras duas jornalistas formadas. O fato é que se havia uma coisa que eu sabia fazer, essa coisa era escrever. Mais que isso, sabia colocar no papel uma idéia com início, meio e fim, sem muitos erros de concordância ou ortografia. Já sabia ler e interpretar textos, nas suas linhas e entrelinhas, fruto de uma vivência de nerd pobre, míope e CDF, cuja maior parte do tempo fora da escola ocupava lendo jornais do dia anterior, revistas, bulas de remédio ou conversando com a mãe questões da política local que interferiam no seu emprego de funcionária pública. Eu conhecia os nomes de secretários municipais, vereadores, prefeitos, deputados e outros figurões da política local.

Da necessidade nasceu o fascínio pela profissão. Todo dia uma pauta diferente. Novos conhecimentos e desafios à curiosidade. Entrevistas! Ah, como eu tremia na primeira vez que entrevistei alguém ao telefone(!). Dois anos e meio depois eu recebera um convite para trabalhar na assessoria de imprensa de um grande sindicato na região. Nessa época eu já estava matriculado na faculdade de jornalismo, que resolvi fazer depois de abandonar duas matrículas em universidades públicas — Engenharia Elétrica e Ciência da Computação –, por descobrir que provavelmente conhecimentos tão específicos não seriam suficientes para aplacar minha curiosidade por temas tão diversos.

Foi mesmo na faculdade que a opinião contra a obrigatoriedade do diploma tornou-se filosófica. Os dois primeiros anos em comum com publicidade e propaganda, e relações públicas, com professores de boa vontade e conhecimento, mas em geral distanciados do mercado, foram um balde de água fria. Nos anos finais, da opção de fato por jornalismo, vivi um pouco mais de dinamismo, sobretudo nas técnicas específicas para cada mídia — jornal impresso, rádio e TV. Elas ajudaram a revigorar em parte o gosto pela formação. Ainda assim, pesou contra a constatação de que boa parte dos colegas sairia da faculdade com um diploma debaixo do braço, mas nenhuma noção de como organizar suas próprias idéias, ou os relatos dos fatos, para apresentá-los de forma compreensível, imparcial ou não, conforme o caso. E, para piorar, não havia aval das entidades de classe para a prática do estágio, por receio dos noviços ocuparem postos de jornalistas formados nas redações. Como se isso já não ocorresse ou fosse um problema exclusivo do jornalismo.

O gosto por ciências em geral, sobretudo, e a filosofia nerd de buscar uma maior profundidade no conhecimento de tudo quanto me interesso (e o leque é bem razoável), ao longo dos anos contribuíram para solidificar a certeza de que conhecer as técnicas não impedem o jornalista de escrever bobagens homéricas. Muitas vezes um desserviço à informação, noutras, pior, um risco à sociedade.

Com a Internet e a Era da Informação, as coisas se complicaram um pouco. Blogs e blogueiros, interação, informação sob demanda e em tempo real começaram a promover, gradativamente, a obsolescência dos veículos tradicionais. Sim, eles estão se tornando rapidamente ultrapassados. Assim como está se tornando rapidamente obsoleta a profissão de jornalista, ao menos como a conhecemos. Veículos e profissionais (diplomados ou não!), com experiência inegável e um bocado de incentivo da conjuntura, estão buscando se adaptar à mudança. Os jornais abrem suas páginas na Internet a comentários, tal qual o fazem, desde que nasceram, os blogs. As TVs passam a exibir imagens captadas por celulares de telespectadores que estavam no local no exato momento da informação. Os podcasts começam a pressionar as rádios convencionais, espremidas entre o fascínio da imagem e a morosidade do impresso, mas sem a profundidade e o conhecimento de causa dos “podcasters” especializados.

Se quero dizer com isso que veículos e jornalistas vão acabar? De forma alguma. Vão, sim, ser superados nos modelos tais quais nos acostumamos com eles. Darão origens a outras formas de comunicação e comunicadores. E esses comunicadores, não precisarão de diploma? Bem, precisarão sim dominar as técnicas desse “novo jornalismo” que está surgindo. Mas, mais que isso, precisarão conhecer muito bem DAQUILO que falam e escrevem. Sob esta ótica, a formação para saber COMO falar e escrever é meramente técnica; perfeitamente assimilável num curso de duração reduzida, de habilitação.

Atualmente, a grande maioria das faculdades enrola seus alunos durante dois anos administrando conhecimentos que, na prática, quando muito, os preparam para falar e escrever SOBRE comunicação. E não digo PENSAR a comunicação. Nem mesmo corrigem deficiências elementais, que estão vinculadas às evidentes limitações da educação básica e ensino médio no Brasil. Não é à toa que a maioria dos veículos tem um manual próprio de redação para garantir o exercício do bom português no dia-a-dia dos profissionais.

Neste contexto, a formação especializada na área de afinidade ou interesse é — e sempre foi — o diferencial do bom jornalista. E as redações estão cheias deles sim. Para melhor abordar a economia, cursaram Economia. Para falar com propriedade de política, estudaram História e Ciências Sociais. Para falarem sobre áreas técnicas, complementaram seus estudos com uma segunda, às vezes terceira faculdade. E mesmo quando não tiveram a oportunidade de estender sua formação, trataram de buscar a especialização auto-didata ou o background cultural necessário para manterem a empregabilidade. O fato de seus diplomas de jornalismo tornarem-se não obrigatórios não os torna dispensáveis. O que os torna imprescindíveis é sua propriedade na abordagem, em primeiro lugar, e depois, aí sim suas técnicas jornalísticas. Há outras profissões que atualmente não exigem diploma, como é o caso de publicidade. Mas em geral os profissionais diplomados ocupam as melhores posições no mercado. Não raro, o diploma veio mesmo depois da posição, como um complemento, uma expansão de horizontes e conhecimentos necessários ao melhor desempenho.

Tomada por este ponto de vista, a decisão do STF — a despeito da superficial argumentação de defensores e opositores da obrigatoriedade do diploma durante o processo — acertou o alvo. A linha estava certa, mas a escrita, torta. Justificar que o incorreto exercício da profissão de jornalista não representa risco à sociedade é passar a borracha em episódios marcantes como a Escola Base ou Ibsen Pinheiro, para citar dois dos mais notórios. Da mesma forma, defender que a obrigatoriedade do diploma ajuda a coibir esse tipo de erro é, se não uma leviandade monumental, no mínimo um ledo engano. A obrigatoriedade representa hoje, isso sim, alguma — e não muita, já que os veículos usam mil e uma estratégias para burlar isso — reserva de mercado para os profissionais. Como tal, ao menos garante algum conhecimento extra ao jornalista, que obrigatoriamente frequenta um curso de nível superior. Mas não garante que este terá o conhecimento apropriado para abordar os assuntos de que vai tratar no dia-a-dia. Nem ao menos que saberá traduzir isso ao seu público, com ética e precisão, usando as ferramentas da linguagem.

Neste cenário, em defesa da liberdade de expressão, direito constitucional, simplesmente exterminar essa reserva de mercado sem debater o cerne da questão é aprofundar o problema. Com a proliferação de cursos de jornalismo (e de muitas outras áreas) de fachada, de faculdades “caça niqueis”, e, pior, sem um plano de recuperação do ensino fundamental e médio, continuaremos a despejar no mercado profissionais despreparados, sem senso crítico, e incapazes de organizar ou expor uma idéia com início, meio e fim. E esta não é uma realidade vivida apenas pelo jornalismo. Infelizmente, todas as áreas do conhecimento humano no Brasil padecem do mesmo mal. E esse diagnóstico soa até como um consolo para os futuros novos jornalistas diplomados, já que, na prática, é essa deficiência que ainda mantém sua empregabilidade nas redações.

Segunda e última chance para o Amarok2

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No post anterior falei sobre o uso do Amarok para administrar podcasts no Linux. Estou usando o Amarok 1.4, mas o novo padrão no Ubuntu (e qualquer distro com KDE4) é a versão 2.X.
Recentemente foi lançada a versão 2.1. Já havia tentado a 2.0 sem sucesso. Além de não importar as playlists antigas corretamente, não reconhecia os feeds cadastrados na versão anterior (meus Podcasts! Não!) e não era muito claro quanto à forma de conversar com os tocadores mp3 ou mídias externas.
Na versão nova, apesar de algumas melhorias de acabamento na interface, esses problemas continuam. Ele simplesmente não é intuitivo e é pouco prático. E não resgata os feeds! Resultado, voltei para o Amarok 1.4.
No processo, descobri também (e para meu desespero) que o procedimento anterior para instalação do Amarok 1.4 não funciona mais.Os repositórios mudaram. Buscando entre os links do ubuntu.org e do ppa.launchpad.net, achei o caminho:

Desistale o amarok2.X com sudo apt-get remove amarok

Edite os repositórios em /etc/apt/sources.list acrescentando:

deb http://ppa.launchpad.net/bogdanb/amarok14/ubuntu jaunty main
deb-src http://ppa.launchpad.net/bogdanb/amarok14/ubuntu jaunty main

Adicione a chave GPG do repositório com
sudo apt-key adv --recv-keys --keyserver keyserver.ubuntu.com \
0x1d7e9dd033e89ba781e32a24b9f1c432ae74ae63

Faça um sudo apt-get update

E instale com sudo apt-get install amarok14

Pronto. De volta ao bom e velho Amarok 🙂

Crédito para o autor da “regressão” salvadora, o Bogdan Butnaru
https://launchpad.net/~bogdanb/+archive/amarok14

Controle remoto bluetooth para Linux com o Palm Centro

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Com uma TV de telona na sala, com entrada VGA para micro, gastei um tempo procurando uma forma de arranjar um controle remoto para o notebook. Afinal, é pouco prático dar pausa, avançar ou retroceder quando se tem que levantar, ir até o note, às vezes tirar do modo tela-cheia, usar duas ou mais teclas de atalho etc. Além disso, vez ou outra uso o note em apresentações e já tinha sido enfeitiçado pela mágica de usar um celular bluetooth como auxiliar nesta situação.
No início era um SonyEricsson z530. Uma mão na roda, já que o modesto aparelhinho vem com um aplicativo nativo que simula perfis de hardware denominados “hid” (humam interface devices – ou dispositivos de interface humana). E em vários sites encontrei diferentes layouts hid que se ajustavam bem à maioria dos aplicativos que uso. Quando não encontrava, sempre havia a possibilidade de usar um layout genérico de teclado.
Com o a1200 da Motorola que o seguiu, consegui a mesma eficiência usando o opensource AnyRemote (e a interface Kanyremote, para KDE), que interage com uma aplicaçãozinha J2ME (java para celulares) no aparelho.
No começo deu um pouco de trabalho conseguir uma conexão com o notebook, mas encontradas as particularidades de endereçamento e portas (neste caso, o “canal” bluetooth), a dupla funcionou perfeitamente. O bacana dessa solução é que além de muitos perfis prontos para uso, não há necessidade de carregar diferentes layouts de tela para o controle remoto no celular. O programa no computador se encarrega de mandar o layout dos botões conforme a aplicação em uso.
Agora, no Palm Centro, ainda não descobri como, ou SE, é possivel usar a parte celular (j2me) no telefone. Mesmo com a máquina virtual java da IBM no Centro, o aplicativo roda mas não se conecta ao computador.
Eis que então encontrei o palmBTremote. Um script em Perl rodando no computador e um pequeno programa no Palm permitem o acesso remoto ao micro.
Embora trabalhe com o mesmo sistema de perfis, estes estão embutidos no próprio cliente para palm e são bem poucos; apenas para Totem, MythTV e Rythmbox. Mas dois perfis genéricos, para mouse e teclado, resolvem a maioria das demais situções.
A instalação é bem simples: com as bibliotecas Perl instaladas em qualquer distribuição linux, basta rodar o script palmBTremote-linux.pl no computador alvo e abrir o palmBTremote.prc no Palm. E usar o micro/note no datashow, ou como DVD-Player, ou melhor ainda, como BlueRay player.
Um detalhe importante é que é preciso ter o pacote xautomation e a biblioteca libnet-bluetooth-perl instalados em sua distribuição linux favorida. Ao menos no Ubuntu eles não estão instalados por padrão. Mas nada que um apt-get install não resolva rapidinho 🙂

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