redimensionaA-209x300Eu li boas partes da Ação Penal 470. Vários extratos, íntegras, resumos, anexos que circularam nos mais diversos meios. Não, não li os autos na plenitude. Mas tive acesso a bastante material. Me ative demoradamente aos argumentos de acusação, defesa e embasamento de decisões. Assisti às (espetaculares) sessões da Corte, o Supremo Tribunal Federal. E, fundamentalmente, eu conheço profundamente como funciona a máquina política. Por isso contínuo perplexo com o desfecho do processo que acabou chamado “mensalão”.

Quem pesquisou um pouco mais a respeito, logo percebe que a alcunha “mensalão” fez dar ao caso um sentido que até o final não restou provado. Sedento por justiça, cansado de políticos corruptos e de saco cheio de ser feito de palhaço porque tudo acaba sempre “em pizza”, o brasileiro médio fala e reproduz o termo “mensalão” sem verdadeiramente saber o que significaria: a alegação de compra de votos, sistemática, no Congresso, com dinheiro público supostamente desviado por meio de corrupção.

 

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