Archive for outubro, 2012

Toque de recolher em Osasco: boato

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No meio desta noite (25), um boato começou a se espalhar rapidamente no Facebook. O Rodrigo, nosso diagramador no Jornal Visão Oeste pergunta — vocês estão sabendo do toque de recolher em Osasco? Caramba! Não!
A informação era de que criminosos teriam decretado toque de recolher em Osasco. O alvo seriam bairros da zona sul, próximos ao Pestana. A escolha do local não seria à toa: dias antes um bar no bairro tinha sido palco de um ataque por bandidos em motos que mataram 3 pessoas e deixaram outras 5 feridas. O objetivo parecia ser um único sujeito, mas os matadores covardemente mataram também uma mãe que abraçou a filhinha de apenas 7 anos e evitou que ela levasse três tiros, além de outro homem que, segundo a história veiculada, nada tinha a ver com o acerto de contas.
Esse pano de fundo provavelmente serviu de lenha para alimentar a histeria coletiva que se instalou nesta noite. A fonte primária era a Internet. Um perfil público de fãs da cidade dizia que a Delegacia do Pestana teria recebido denúncia anônima avisando do toque de recolher. E todo mundo estava repassando assim a informação.
Estudantes — que deixaram suas escolas nos horários habituais — foram para a rede depois de chegar em casa com histórias sobre encerramento de aulas mais cedo ou fechamento de faculdades e universidades…
Com a esposa e duas filhas preocupadas em casa, fui direto à fonte da informação: a Delegacia do Pestana. É fácil confirmar (ou descartar) esse tipo de boato. Uma ligação. Foi o bastante para o plantonista atender, às 22h30, e afirmar que não havia lá qualquer informação de ataques ou denúncia anônima. Tudo calmo.
Mas até aí, a rádio peão já tinha se encarregado de espalhar o caos…
Como postei no Facebook, o problema desse tipo coisa é a origem da fonte da primeira informação. As pessoas que recebem a história precisam parar e se perguntar, a elas próprias, se ouviram de alguém que ELE PRÓPRIO tinha visto, em primeira mão, o autor das ameaças ou algo equivalente, ou se, como sempre, ouviram OUTRO ALGUÉM QUE TERIA DITO. Faz a maior diferença…
PS. Enquanto termino estas linhas, o amigo José Ricardo, que fez com o grupo OzBikers o tradicional passeio ciclístico das quintas-feiras, informa que acaba de chegar depois de pedalar por toda a cidade com o grupo e nada viu de anormal. Tudo calmo, de novo, na terra de Oz…

“Eleitor de malandro”

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O folclore (e o machismo) brasileiro criou, no passado, uma figura de linguagem discriminatória que vez ou outra se pode ouvir até nos dias atuais, apesar da Lei Maria da Penha: é a “mulher de malandro”. Eternizada na voz de Francisco Alves, a mulher de malandro sofria nas mãos do parceiro, do qual não conseguia se separar. Era exposta a toda sorte de humilhações. Naquela época, malandro tinha uma conotação diferente. Não era bandido. Era o preguiçoso, que não provia o sustento da casa. O boêmio que curtia a vida nos bares; homem de muitas mulheres, que não cumpria com suas obrigações para com o lar ou a família. E, apesar disso, suas parceiras, oficiais ou amantes, não conseguiam deixá-lo.
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