Eu já achava prático o uso do apt-get das distribuições baseadas no Debian (ou dos seus front-ends, como o Synaptics) para instalar programas… Na maioria das vezes, para “pacotes oficiais”, bastava apt-get install programa, com uma conexão à Internet ativa, e pronto… Depois de alguma espera pro download olha lá o programa funcionando!

Quando o programa não está nos repositórios oficiais, eventualmente não é um bicho de sete cabeças encontrar um arquivo “.deb” também já pronto para instalação através do “kpkg -i programa.deb” (kpkp para KDE, ou seu irmão no Gnome: gpkg)… O que por vezes pode dar alguma dor de cabeça, já que o kpkg não “resolve” (=baixa e instala automaticamente) as tais “dependências” (=outros programas dos quais aquele que a gente quer instalar depende).

Conheci o Yast do OpenSuse e achei muito parecido com o Synaptics… Também muito fácil e prático, mas muito, muito demorado, dependendo de quantas “fontes” tem sua lista para instalação de pacotes…

Mas ontem instalei o primeiro programa pelo Autopackage. O “alvo” era o aMSN versão 0.97rc1. O programa é bacaninha; eu já usava a versão beta. Tem mesmo mais recursos que o MSN original. Lembro que foi bem mais complicado de instalar os anteriores, porque não fiz pelo apt. A versão 0.97beta sequer tinha chegado ao “experimental” do Debian, cheia de pequenos bugs, mas era a primeira com recursos realmente páreos para o MSN original, portanto insisti até conseguir… Agora a 0.97rc1, então… Esta está sensacional… Melhor que o MSN original. Os plugins deixam fazer o diabo com a danada (uma dica: instalar o Invisibility… bloqueie automaticamente contatos que ficam espreitando off-line esperando você aparecer para dar o “bote”. Force-os a também ficarem on-line! Como disse o Carlos Cardoso outro dia, contato sangue-suga. Adorei a definição.)

Mas não é o aMSN no tema aqui… Impressionante mesmo é o Autopackage… Impressionante, por sua capacidade de instalar um programa em qualquer distribuição Linix, independente de que tipo de pacotes use, se .deb, .tgz (slack) ou .rpm… E tem até instruções em português.

A primeira instalação de um pacote tipo Autopackage requer um passo extra: dar-lhe permissão de executável. 🙂 Depois é só executar.

[O tutorial no site não explica isso, mas tive de fazê-lo como root (superusuário). A lógica é simples: a maioria dos programas – inclusive o próprio auto-instalador do Autopackage – precisa instalar partes em subdiretórios que não estão disponíveis aos usuários normais.]

Uma coisa que não precisei fazer conforme o turorial foi desistalar a versão antiga do aMSN… Como usei métodos diferentes de todos os que citei aqui para instalar o original :roll:, não podia usar nenhuma desistalação mais automática, então arrisquei 🙂

Pronto, a partir de qualquer programa preparado em Autopackage, ele se instala, configura sua interface mais apropriada (em texto, apenas o X, com KDE ou Gnome), e já instala o primeiro programa pretendido :-). Aliás, também resolve as dependências caso necessário. E na próxima vez que for usar um “programa.package”, ele já será reconhecido como “instalável” no gerenciador de arquivos, bastando clicar e instalar…

Isso é o que eu chamo de ter várias opções à disposição! De certo que não é um completa novidade. Já são bem conhecidas iniciativas semelhantes de instalação descomplicada por apenas um clique, mas em geral “distro-orientadas”, quando não proprietárias, como a CNR da Linspire. Mas o Autopackage é opensource.