Voltando aos poucos, recuperando o norte, migrando para um misto de Kurumin com Debian Lenny, não resisti e trouxe prá cá um comentário que deixei no GigaBlog,
do UOL Tecnologia, a respeito dessa análise sobre o Linux feita pelo jornalista Daniel Pinheiro.

Mas para além das críticas sobre a escolha das distribuições para “o usuário iniciante”, numa matéria cujo conceito já no “lead” (cabeçalho) é de que “Linux ainda não é tão simples assim para o usuário leigo”, e apesar da boa vontade do teste, esse tipo de análise sempre desagradará a comunidade Linux, com razão, por dois equívocos de conceito, e não da forma (ou da distribuição usada): primeiro, considerar que o usuário inexperiente instala SO. Ele não instala. Chama o técnico, o amigo, o filho do vizinho.

O segundo equívoco é considerar que é leigo todo usuário básico de Windows. Ao contrário, se usa ou instala o Linux, ele o faz o tempo todo comparando com o que está “acostumado” no Windows. O resultado é que, se não for observador, paciente e determinado, vai mesmo se frustrar por não encontrar paralelos apropriados.

Isso não acontece com quem não tem experiência alguma, o leigo real. Esse é o problema central na minha opinião. Para além disso, talvez a escolha da melhor “distro” tenha lá sua importância, assim como levar em conta que muitas vezes não está no Linux o problema, mas nos acessórios e fabricantes: falta de drivers para Linux, discadores, CDs de configuração do ADSL (do provedor!), etc…

Daí que a possibilidade cada vez mais presente de adoção do OLPC, o laptop de US$100, por milhares de crianças de países “emergentes”, com um SO GNU/Linux (RedHat especialmente produzido para esse fim) deve reduzir um pouco a desvantagem cultural em alguns anos. Quando o usuário leigo chamar a sobrinha ou o filho do vizinho prá dar um força instalando “a Internet” no micro novo, o garoto ou a garota provavelmente já terão uma opinião, *e experiência*, alternativas … 😉