Archive for março, 2007
Firefox/Iceweasel abrindo diretórios no gerenciador de downloads
0De uns tempos prá cá (…bom, talvez desde sempre, mas não reparei antes), estava com um probleminha chato no Firefox (Iceweasel, no Kurumin e em todas as distribuições baseadas no Debian). No gerenciador de downloads, clicando com o botão direito sobre um arquivo baixado, aparecem as opções “Abrir” (o arquivo), “Abrir pasta”, “Excluir da lista” e “Propriedades”… Mas a opção “Abrir pasta” insistia em não funcionar. Não chegava a ser um problemão, mas incomodava tentar achar um arquivo depois de um tempo de download, demandando mais dois ou três cliques, um copiar e colar, nova janela, etc…
Googleando, foi difícil achar alguma explicação específica para isso. Mas as palavras chaves me levaram a um fórum croata, onde as únicas linhas que entendi, justamente por estarem no padrão do “about:config” do Firefox, indicaram a solução:
Tu se mo?da nalazi fajl user.js. Ako ne kreiraj ga. U taj fajl stavi slijede?e dvije linije.
user_pref(“network.protocol-handler.app.mailto”,”/usr/bin/thunderbird”);
user_pref(“network.protocol-handler.app.file”,”/usr/bin/konqueror”);
Bom, não entendo uma palavra em croata, mas não é difícil entender que se trata de uma sugestão de alteração no arquivo “user.js” do Firefox. A primeira linha é para integração com o Thunderbird; eu já conhecia essa dica. Logo, a segunda, por associação, deveria integrar o navegador ao Konqueror, o gerenciador de arquivos padrão do KDE.
Não era extamente o que propunha o autor da mensagem, mas testei: about:config no Firefox, inclui a string “network.protocol-handler.app.file”, e, como valor, “/usr/bin/konqueror” (ou apenas “konqueror”). Voilá! O “abrir diretório” do gerenciador de downloads do Firefox funcionando novamente.
A propósito, se alguém usando o Gnome tiver o mesmo problema, sugiro trocar “konqueror” por “nautilus”, que também deve funcionar (o Nautilus é o gerenciador de arquivos padrão no Gnome).
Aquecimento global: uma briga que ainda vai pegar fogo…
0Depois de uma série no Fantástico, o brasileiro médio acorda realmente preocupado com a possibilidade de termos por aqui um “O Dia Depois de Amanhã” às avessas. Mas a crescente preocupação européia e os cada vez mais divulgados estudos sobre o Aquecimento Global mostram que este não é apenas um fenômeno de mídia, muito menos apenas brasileiro.
O fato é que, ao que parece, o mundo — ou o resto dele — está sendo pego no meio de um tiroteio entre duas potências: a Comunidade Européia, com uma cada vez mais apurada consciência ecológica, e os Estados Unidos, e sua economia monstro e consciência à lá Homer Simpson.
Sim, a comparação já é de início tendenciosa porque desde Kyoto o assunto está engasgado. E a coisa começa a ficar ainda mais quente. O The Guardian divulgou a ação da American Enterprise Institute (AEI), um thinkthank (braço “científico”¹) da petrolífera ExxonMobil (Esso), por sua vez muito ligada à administração George W. Bush, que estaria pagando pesquisadores para disseminarem desinformação e fazendo lobby contra qualquer medida de controle de emissão de poluentes…
A reverberação eu comecei a pescar no BlueBus, que pescou no RSUrgente, que “linka” o Bloco da Esquerda e este ao Ecoblog .
Todos eles estão comentando a animação em flashTOAST THE EARTH, peça da campanha que está denunciando essa sacanagem.
Essa disputa ainda vai render muita discussão. Lembrei-me até do livro “State of Fear” (Estado do Medo), publicado pelo escritor Michael Crichton (autor vários bestsellers, todos romances com pano de fundo científico). O vilão, na sua história, era o fanatismo ecológico manobrado por políticos oportunitas, propagando o medo de cataclismos globais. Mais ou menos a situação em que nos encontramos agora só, que, mal-comparando, Crichton estaria do lado da Esso…
Resta saber até onde vai a verdade e começa o fanatismo… Mas que tem coisa ai, tem… Pela ênfase com que os EUA deram seu recado sobre o futuro da produção de etanol em parceria com o Brasil, há cheiro de realinhamento de produção e mercado no ar. Claro, porque pode ficar realmente difícil para Bush continuar mantendo a atual postura… Pena que os mercados nunca consigam realmente ser muito inovadores, porque isso aqui sim seria um avanço na ação ambiental…
(¹ Não imagino uma boa tradução de “thinktank”, expressão que tem se tornado comum no meio científico. Numa “interpretação” livre, é algo como “fortaleza de pensadores”…|-|)
Seus programas favoritos no pendrive…
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A propósito, voltando um pouco ao assunto desde post, faltou completar a dica indicando uma modalidade de aplicativos oferecida pelo projeto http://portableapps.com/. Com as versões portáteis dos aplicativos num pendrive, é possível levar a qualquer lugar, a qualquer micro, seus programas preferidos, com todas as suas configurações pessoais, dados, e-mails, favoritos etc.
O Portableapps disponbiliza duas versões de pacotes padrão — uma mais completa e outra mais enxuta — para diferentes tamanhos de pendrives, e outra que pode ser personalizada, com a inclusão dos softwares à escolha do usuário. Claro, há ainda a opção de baixar os programas individualmente. Há programas que vão de servidores Apache/PHP/MySQL aos mais triviais, como Firefox e Thunderbird.
Leia seus livros no celular com o ReadManiac (j2me)
4Nos tornamos cada vez mais dependentes do celular. Aliás, é difícil imaginar a vida moderna sem duas “facilidades” em particular: internet e celular. Aliás, acho que não foi à toa que rapidamente as operadoras e fabricantes trataram de juntar as duas coisas…
Mas além do acesso à rede, os celulares também ganharam novas funcionalidades. Câmera, filmadora, mp3, joguinhos… Isso sem falar nos smartphones, categoria à parte neste mercado, e provavelmente o futuro do mundo móvel…
Enquanto esse futuro não está acessível ($$$) prá todo mundo, seu telefone com java (j2me, nos formatos midp 1.0 e midp2.0) pode ganhar funções que são relativamente mais comuns num PDA ou smartphone… Não, nada de aplicativos PIM (agenda, contatos e notas), ou e-mail e wap. Esses são bem comuns até. Muitos já vem pré-instalados nos aparelhos mais novos.
Mas que tal transformar o celular num leitor de e-books? Aliás, num leitor de qualquer coisa convertida em TXT, e mesmo baixada da net diretamente pelo celular? Quem faz isso com maestria é o midlet (programinha em java) freewareReadManiac. A última versão, além de abrir arquivos de texto simples, oferece suporte a .zip e documentos palmdoc (para Palm), nas extensões .prc e .pdb, e .tcr, formato usado nos handhelds “Psion”. Ele se encarrega da hifenização, dos recursos para facilitar a leitura, como rolagem automática da tela, bookmarks, permite diferentes tamanhos de fontes (permite até mesmo a instalação de fontes personalizadas).

Há duas formas diferentes de usar o programa. Você pode produzir os arquivos .jar “sob demanda”, contendo uma versão reduzida do programa e do livro juntos. Nunca usei essa modalidade, mas ela pode ser útil em algumas circunstâncias. Por exemplo, se o celular não aceita arquivos em outras extensões, ou se não permitir ao ReadManiac navegar no “sistema de arquivos” para abrir diretamente um arquivo gravado na memória). Pesquisando prá escrever esse post, descobri que o Xandrix Blog publicou esse completo tutorial dessa modalidade. A desvantagem é que você precisa de um computador rodando Windows para instalar e rodar o programa de instalação e geração dos e-books, isso para cada novo e-book.
O mesmo programa para Windows permite também a compilação “standalone” do ReadManiac, adaptada conforme o modelo do celular. Essa aqui que o programinha mostra todo seu potencial. A vantagem da modalidade “standalone” é que, desde que ela tenha acesso ao sistema de arquivos do telefone (cada funcionalidade tem uma sigla no mundo dos celulares com java. No caso do acesso ao “sistema de arquivos”, esta é chamada especificação JSR-75), é possível abrir virtualmente qualquer arquivo de texto.
Sem o programa de instalação, a opção mais prática para instalar o ReadManiac é usar próprio celular (ou um navegador wap no PC). Basta fazer o download de uma das versões já “compiladas”, disponíveis no endereço http://wap.readmaniac.com/en/. O programa é pequeno, mas há muitas versões diferentes (dependendo do celular, da especificação java – midp 1 ou midp2 – e da língua escolhida (se for usar livros em português, opte por “English Western Europe”, que costuma ser mais compatível com os caracteres acentuados).
Com o ReadManiac instalado via wap ou diretamente do PC por cabo ou bluetooth, é só adicionar e-books, da mesma forma. Em geral, a maioria daqueles seus arquivos em PDF, .doc (Office), .odt (OpenOficce) pode ser convertida para txt… As imagens serão perdidas, mas que tal abrir mão delas para ter seu livro no bolso, para sacar em qualquer lugar??? Aproveite para colocar a maior fonte mundial de e-books livres nos favoritos, o Projeto Gutemberg. Dependendo dos recursos de seu celular, o próprio ReadManiac será capaz de procurar lá diretamente, via Internet
Atualizando: há uma grande comunidade no Orkut sobre o tema. Um bom lugar para trocar figurinhas… Digo, livros
O pai do Linux?
2Segmentar editorias nos grandes veículos é uma necessidade. E os leitores se acostumam à informação segmentada, esperando matérias especializadas, escritas por jornalistas que entendam do assunto. Mas vez por outra (e não raro!) o sistema fura, e aí acontecem coisas assim: a “Informática” da Folha On-Line chama o Richard Stallman de Pai do Linux.
Tudo bem que já houve alguma polêmica na rede por causa de um estudo muito do picareta que tentou tirar do Linuz a paternidade do Linux (aliás, os nomes não são coincidência). Mas que a editoria da Folha On-Line podia ter sido mais criteriosa ao reproduzir o texto, ah podia. Me fez lembrar o tempo em que chamavam Palm de “agendinha” |-|
Atualização: mais gente deve ter reclamado, porque o texto foi corrigido como se nada tivesse acontecido :-/
Mas fica aqui o registro, que ainda consegui no agregador:


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