Procurando alguma coisa sobre como rodar Linux instalado num pendrive (vai ser assunto de outro post), deparei com o excelente artigo que dá título a este post… Linux NÃO é Windows!

Fora do contexto, a comparação em si vai fazer parecer que o Linux não é para usuário doméstico, o que não é, exatamente, a opinião do artigo… Por isso recomendo a leitura integral… Mas achei muito bacaninha a analogia entre o sistema pronto e o Linux, usando o Lego como exemplo 😀

Uma situação paralela que pode enfatizar o problema é o Lego. Imagine o seguinte:

Novato: Eu quero um novo carrinho de brinquedo, e todos estão apaixonados pelos grandes carros Lego. Então eu comprei um Lego, mas quando eu cheguei em casa, eu só tinha uma carga de tijolinhos, engrenagens e outras coisas na caixa. Onde está meu carro??

Maduro: Você tem que montar o carro a partir das peças. Este é o ponto central do Lego.

Novato: O que??? Eu não sei como montar um carro. Eu não sou mecânico. Como eu vou saber como por as peças em seus lugares??

Maduro: Tem um folheto dentro da caixa. Lá é mostrado exatamente como juntar as peças para montar o carro. Você não precisa saber como fazer, você só precisa seguir as instruções.

Novato: OK, encontrei as instruções. Vai levar horas para montar! Porque eles simplesmente não o vendem como um carro de brinquedo, ao invés de fazer você montá-lo??

Maduro: Porque nem todo mundo quer fazer um carrinho com o Lego. Pode-se fazer qualquer coisa que quiser. Este é o ponto.

Novato: Eu continuo não vendo porque eles não vendem como um carrinho e assim quem quer um pode tê-lo e as outras pessoas podem desmontar se quiserem. De qualquer forma eu finalmente consegui por tudo junto, mas algumas peças estão se desprendendo. O que eu faço? Posso colar?

Maduro: É um Lego. Foi projetado para vir desmontado. Este é o ponto.

Novato: Mas eu não o quero separado. Eu só quero um carrinho!

Maduro: Mas então porque você comprou uma caixa de Lego??

Está perfeitamente claro para todo mundo que Lego não é realmente feito para quem só quer um carrinho de brinquedo. Você não ouve conversas como essa na vida real. O ponto central do Lego é que você se diverte montando e que você pode fazer qualquer coisa com ele. Se você não tem interesse em montar nada o Lego não é para você. Isto é obvio.

Desde o longo tempo em que o usuário de Linux está envolvido é a mesma verdade para o Linux: é um conjunto de software de código aberto totalmente adaptável. Este é o ponto central. Se você não quer explorar um pouco os componentes, porque diabos usá-lo?

Mas um grande esforço foi feito recentemente para tornar o Linux mais adequado para os não-hackers, uma situação que não está muito distante de vender kits de Lego pré-montados, de forma a fazê-lo mais atrativo para o grande público. Por isso você ouve conversas que não estão distantes daquela acima: novatos reclamam da existência daquilo que os usuários estabelecidos consideram ser características fundamentais, e ressentem-se por ter que ler o manual para fazer algo funcionar. Reclamam de haver muitas distribuições, ou que o software tem muitas opções de configuração; ou que não funcionam perfeitamente quando instalados; é como reclamar que o Lego pode ser encontrado em muitos modelos e não como de fato que ele pode ser desmontado em partes e montado em muitas outras coisas.

Só reforçando, visite o texto integral: http://apimente-br.tripod.com/LNW.htm. É uma tradução do original em inglês, que pode ser encontrado aqui: http://linux.oneandoneis2.org/LNW.htm