Vi um tempo atrás (sempre um tempo atrás… é difícil acompanhar a velocidade de atualização dessa blogosfera) uma discussão sobre “monetização da expertise”, prá emprestar o termo cunhado pelo Mauro . O papo ganhou corpo nos blogos do Cardoso , do Sérgio, e em vários outros (sugiro seguir os links no blog do Sérgio), e aborda as implicações econômicas da prática do blogging – entre outras iniciativas na web – bem como discute as formas (e a ética) de remuneração dessa prática.


Como comentei no Blog do Sérgio, acho que a experiência do Google e outros bem sucedidos projetos na Internet demonstra que, copiando as outras mídias, a publicidade veio para ficar em matéria de proporcionar remuneração na web. Reproduzindo a opinião que postei lá, a publicidade com a geração de “clicks” e “pageviews”, consolidou-se como a principal e real mercadoria da web. Se contextualizada, é um serviço extra.

Mas, em termos de ética, como nas demais mídias (e não excluo aqui nenhum grande veículo) o “jabá” – matéria paga, de uma forma ou de outra, arranjada, oportunista – deverá continuar existindo. Só nos melhores sonhos utópicos a redação ou edição de um veículo de comunicação não se deixa influenciar, direta ou indiretamente, pelas decisões do departamento comercial.

A diferença importante dos blogs e da produção independente na Web em relação aos veículos ditos “tradicionais”, é que, ao contrário destes, é mais fácil para nós, leitores/espectadores deixarmos nossos protestos nos comentários ou excluirmos o campeão do jabaculê dos favoritos 😉

Para quem não tem bom senso, e desde que o mundo é mundo isso vale para a propaganda on-line ou para a política de “preço de mercado” de produtos “físicos”, não há muito com o que se preocupar: o consumidor é implacável. Ainda que não tenha muita noção de que ele próprio passa a procurar alternativas mais agradáveis (ou baratas!).

Quanto às minhas investidas – até mesmo não planejadas – neste campo, como citei lá, vale mencionar meu Portal/Revista Vigília. Embora eu ainda esteja comentendo o pecado capital da desatualização (por questões temporais já bem comentadas aqui no blog), a visitação lá continua firme e forte e passou a render alguns trocados, dado o emprego de parcerias de banneres (pagamento por pageviwes e/ou clicks) ou, o principal, as parcerias com portais de compras, que comissionam a visita conduzida que se transforma em venda.

Mesmo que o portal não tenha fins lucrativos, graças a isso já será possível, pela primeira vez, premiar os amigos que colaboram com conteúdo ou administrando o fórum. A ajuda não é muita, mas tem um alto valor simbólico.

Outras formas de remuneração da expertise já passaram ao largo do Portal Revista/Vigília, como a proposta de incorporação como subportal de conteúdo em pelo menos três portais de provedores. Só não caminharam porque eu realmente não achei que deveria condicionar a disponibilidade do meu trabalho a um contrato de algum “tubarão” da Internet.

Quanto ao surgimento de novas formas de remuneração, acredito que eventualmente realmente aconteça, mas não imagino forma mais eficiente e democrática do que a publicidade no horizonte próximo. Há, claro, a venda ou aluguel de “know-how”, com o oferecimento de serviços profissionais derivados da experiência demonstrada ou adquirida através da manutenção de um blog, por exemplo, mas em nada ela difere, na minha opinião, da boa e velha prestação de serviços profissionais. Talvez, o que a blogosfera ou a web de maneira geral permitam, seja uma maior e melhor exposição dos profissionais potenciais contratados…

::Via Notebook – Kurumin 6.0::