Fim de ano se aproximando, vira um tormento a minha organização do tempo. Muitas mudanças juntas… O carro mais velho, nova residência… sai Windows, entra Linux (e isso implica reaprender a pensar o computador), trabalhos urgentes… E o blog vai sendo esquecido, ao menos por umas semanas.

Esse post é meio desculpa e meio reinício; agora que já não passo mais tanto tempo da noite reconfigurando o computador para funcionar com o que eu preciso. E, deste processo, algumas lições importantes extraídas. A primeira, é que Linux é realmente impressionante. As firulas que tornam por exemplo o Windows XP um OS interessante do ponto de vista prático — vou citar uma que no meu dia-a-dia de trabalho faz diferença: mostrar fotos em thumbnails em qualquer diretório — são, pelo visto, corriqueiras no Linux. Ao menos na distro que estou usando, Kurumin Linux (5.0). E com muito menos espaço em disco ocupado. OS, mais programas prá quase tudo que eu fazia no XP (ou não), ocupam menos de 1.7 GB. Quando ocupavam mais de 3,5GB sob o XP.

Outra lição é que *quase* tudo que eu fazia no XP, posso fazer com a mesma eficiência no Linux. E mais rápido, mesmo numa máquina antiga, um notebook PII 300Mhz com apenas 128MB de RAM. Bem mais rápido que o XP, sim, mas não rápido como um desktop moderno rodando XP ou Linux, claro.

E outra lição importante: prá quem está acostumado há bastante tempo a mexer no ambiente proprietário (e caro) da empresa do tio Bill, mudar para Linux significa reaprender um monte de coisas. Da instalação de “drivers” que poderia *parecer* simples no Windows, à forma como se instala programas (no Linux, basicamente via Internet, sob demanda, bastando um comando com o nome do programa que se quer, na maioria das vezes).

Sim, um micro com OS livre pode dar conta do recado na maioria das residências e escritórios por aí. Talvez até todos, com um pouco de dedicação e boa vontade. Mas se o usuário for usar hardware (ainda) “pouco comum” – e isso inclui todo tipo de “coisas” usb, IrDA, celular, etc, pode esperar que as coisas não dêem lá muito certo no início, demandando um bocado de busca e leitura nos (muitos) sites dedicados ao OS do pingüin.

E, claro, isso implica perder tempo no início. Um bocado dele. O que me leva de volta ao título desse post…

Mas o bacana é que a comunidade do pingüin está sempre pronta para ajudar. Depois de testar uma distro Debian usada em telecentros, o Ubuntu, e o bom e (não tão) velho Kurumin, o último manteve-se definitivamente na minha máquina. Tudo bem, é uma ditro prá iniciante mesmo, moleza de instalar e usar. Mas se mostrou prática mesmo nas firulas mas avançadas, como rodar o gmailfs, conversar com o celular, bluetooth etc…

Com algumas (não, realmente foram muitas!) personalizações, feitas na base da tentativa de erro e acerto, tá rodando certinho, demais até, levando em conta a instalação em um equipamento totalmente obsoleto.

::Via Notebook – Kurumin 5.0::