Decepção geral para a América Latina, Joseph Ratzinger, ou melhor, Bento XVI, agradou aos argentinos (leia aqui). Vai entender. Pelo jeito, média política depois da visita de Nestor Kirchner ao país natal do novo papa. Mas o fato é que o conservadorismo está em alta na Igreja Católica, pelo jeito. E justo num momento em que ela vem sendo bastante cobrada em virtude das rápidas mudanças no mundo, dos avanços científicos aos mais diversos movimentos sociais e culturais. Bom, adaptação nunca foi exatamente ponto forte dessa doutrina milenar.

Sabe-se lá o que os católicos podem esperar da nova fase da Igreja… Bom, não tão nova… Ratzinger já era o mais importante conselheiro de João Paulo II. Como comentou um amigo ex-seminarista e ativista católico, ele já devia ter feito João Paulo II pisar no freio várias vezes. Foi quem puniu, por exemplo, o Frei Leonardo Boff (me apropriando do link indicado pela Garota Sem Fio).

Vai ser curioso. Basta lembrar que Bento XVI considera músicas como Rock e POP “cultos profanos” (leia aqui mais sobre o que ele já disse). Com trocadilho, só Beethoven salva…

Mas ainda assim devo ressaltar um comentário que fiz no blog do Sérgio, sobre a cobertura da mídia na morte de João Paulo II e agora na sucessão papal. Um amigo resumiu numa frase: “foi uma cobertura carola”, para usar um termo “in”. De fato, uma amostra do poder do Papa e da Igreja. Um poder que transcende questões políticas, sociais ou econômicas. É o poder de fazer até a mídia, num ato que seguramente começa na auto censura do próprio jornalista, não querer desagradar aos católicos. Ainda que não seja rigorosamente fiel ao que pensam gregos e troianos (ou muçulmanos, judeus, budistas, ateus etc). Afinal, é pecado 🙂

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