O complexo de Macuna?ma do cinema nacional
J? que o assunto da semana passada foi o Oscar perdido de “Cidade de Deus”,
aproveito o gancho para um coment?rio sobre cinema nacional. Finalmente ontem
consegui ver o ?timo “O Homem que copiava”. Uma semana antes vira tamb?m
“Lisbela e O Prisioneiro”, outro ?timo entretenimento. Mas curiosa mesmo achei a
facilidade com que roteiros aparentemente ing?nuos e insuspeitos procuram nos
fazer torcer por personagens que cometem crimes graves, roubam e assassinam de
forma premeditada. Uma quase “apologia ao crime” – na falta de uma express?o
menos exagerada – atitude da qual na minha opini?o o contundente “Cidade de
Deus” conseguiu desviar com brilhantismo. Pode parecer mero puritanismo meu, j?
que por muito menos qualquer produ??o hollywoodiana faz jorrar muito mais
sangue, mas talvez exista mesmo uma esp?cie de “complexo de Macuna?ma” em todo
her?i nacional, fazendo com que seja vil?o, trasgressor e, ao contr?rio da
“m?dia” internacional, quase sempre safe-se das piores situa??es sem ficar
devendo – aos seus olhos e, for?adamente, do telespectador – coisa alguma para a
lei ou a autoridade. E depois nos queixamos do r?tulo de afilhados da Lei de
G?rson… ::Via Palm – Vagablog + DM160::